Revolução das bancadas na Premier League acelera investimento em estádios
Com 14 de 20 clubes a construir, expandir ou planear obras, os estádios tornam‑se ativos financeiros para diversificar receitas além das transmissões.
O que aconteceu
- A Premier League vive um ciclo intenso de modernização de estádios: segundo análise citada pela City A.M., 14 dos 20 clubes estão a desenvolver, redesenhar ou a planear projetos
- alguns totalmente novos. Entre os casos em curso ou aprovados surgem Manchester City (novo anel superior e polo de lazer), Leeds United (expansão de Elland Road aprovada), Everton (Hill Dickinson Stadium concluído), Fulham (nova Riverside Stand), e Liverpool. Arsenal, Newcastle United e Chelsea estudam ampliações ou novas casas. Estúdios como Populous, KSS, Foster + Partners e BDP Pattern lideram muitos destes dossiês.
Por Que Importa
- Estádios concebidos para experiência de dia de jogo e fora dele aumentam receitas recorrentes (restauração, eventos, hotelaria) e reduzem dependência da emissão/transmissão televisiva.
- Projetos “mistos” (hotel, retalho, escritórios) criam ativos imobiliários de longo prazo e maior retorno do investimento (ROI) para clubes e cidades.
- Oferta premium em bilhética e hospitalidade (ex.: lugares até £20.000 ≈ €23.043) reforça yield por adepto, mesmo com lotações já elevadas (média de 41.626).
- O ritmo de investimento pode alargar o fosso competitivo no ecossistema inglês, favorecendo quem consegue financiar obras de grande escala.
Contexto
- BDP Pattern esteve no Hill Dickinson Stadium (Everton) e lidera a nova bancada poente do Leeds United. Populous desenhou o estádio do Tottenham Hotspur, a expansão do Etihad (Manchester City) e a Riverside Stand do Fulham.
- Clubes como Aston Villa, Manchester United, Crystal Palace, AFC Bournemouth, Nottingham Forest e Wolves preparam pedidos ou obras. Liverpool, Fulham e Everton concluíram fases recentes.
- Tendência estende‑se pela pirâmide inglesa: Birmingham City, Wrexham e Millwall estudam modernizações.
Entre Linhas
- Modelos “24/7/365” transformam recintos em destinos de lazer com marcas âncora e maior “dwell time”. A ligação urbana (acessos e serviços) torna‑se central para capturar receita não‑jogo.
- Especialistas alertam para riscos de sustentabilidade e acesso: sem acompanhar o “pelotão”, clubes fora da Premier League podem ficar ainda mais afastados (não confirmado o impacto regulatório).
Números
- 14/20 clubes com obras, planeamento ou projetos concluídos.
- Média de assistência: 41.626, acima da capacidade de 10 estádios do escalão.
- Lugares premium no Fulham até €23.043 (£20.000) por época.