PSG, AC Milan e Newcastle posicionam-se para equipas na nova NBA Europe

Fundos do Qatar e da Arábia Saudita, bem como a RedBird, preparam licenças para Paris, Londres e Milão; taxas podem ultrapassar 1 mil milhão de dólares por mercado

17 mar 2026 • há 9 horas • Leitura original: The Athletic
PSG, AC Milan e Newcastle posicionam-se para equipas na nova NBA Europe — The Athletic

O que aconteceu

A Liga norte-americana de basquetebol (NBA) abriu até 31 de março o prazo para propostas não vinculativas de licenças da futura NBA Europe, com arranque previsto para outubro de 2027. Segundo o The Athletic, o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) quer uma equipa em Londres, a Qatar Sports Investments (QSI), dona do Paris Saint‑Germain, prepara Paris, e a RedBird Capital, proprietária do AC Milan, avançará para Milão. A NBA planeia licenciar equipas em 12 cidades europeias e deverá aplicar taxas variáveis por dimensão de mercado, com Londres potencialmente acima de $1 mil milhão.

Por Que Importa

  • Entrada de capital soberano e private equity poderá valorizar a liga europeia e acelerar a construção de novas arenas (Londres, Paris e Milão), elevando receitas de bilhética, eventos e patrocínios.
  • As taxas de licença e futuros direitos de transmissão na Europa podem somar vários milhares de milhões, ajudando a compensar a diluição de receitas nos EUA com a expansão doméstica (Las Vegas e Seattle em avaliação).
  • A presença de marcas do futebol (PSG, AC Milan, Newcastle United via PIF) cria sinergias comerciais: bases de adeptos, patrocínios globais e venda cruzada de merchandising.
  • Gestão do processo por bancos de investimento (Raine e JPMorgan Chase) indica competição elevada e possível referência de preços por cidade.

Contexto

  • O Conselho de Governadores da NBA vota a 25 de março a luz verde para explorar expansão nos EUA; na mesma reunião haverá atualização sobre a NBA Europe (sem votação).
  • Cidades-alvo incluem, além de Londres, Paris e Milão, Roma, Munique, Barcelona, Madrid, Manchester, Atenas, Istambul e outras. Haverá ainda quatro licenças “at‑large” por mérito desportivo.
  • Alguns clubes europeus (ex.: Alba Berlin, ASVEL) manifestaram interesse; possíveis parcerias para cumprir os valores da licença estão por confirmar.

Números

  • Mais de 100 potenciais candidatos têm acesso à data room do processo.
  • Direitos mediáticos da NBA nos EUA avaliados em $77 mil milhões (acordo atual), cuja partilha poderá diluir com expansão; a Europa surge como nova fonte de receita.
  • Londres poderá superar $1 mil milhão em taxa de licença; outras cidades terão escalões inferiores (valores detalhados não divulgados).

E agora?

  • Após 31 de março, a NBA terá a lista final de interessados e faixas de preço; Raine e JPMorgan aconselharão as escolhas e negociarão termos. Exigência de arenas novas será fator crítico na adjudicação das licenças.

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