Emirates renova aposta em Arsenal e Real Madrid e afasta-se de Fórmula 1 e NBA Europa (por agora)
Boutros Boutros, vice‑presidente executivo da Emirates, defende ampliação do Emirates Stadium, explica saída da Fórmula 1 por preço e aguarda definição do projecto europeu da NBA.
O que aconteceu
O vice‑presidente executivo para comunicação corporativa, marketing e marca da Emirates, Boutros Boutros, detalhou a estratégia global de patrocínios da companhia aérea: manutenção de acordos com clubes de topo como Arsenal (cujo estádio leva o nome Emirates desde 2006) e Real Madrid, defesa da ampliação do Emirates Stadium como decisão “óbvia”, saída da Fórmula 1 em 2023 por divergência de preço, e postura de espera face ao projecto europeu da NBA. A Emirates reportou recentemente $6,2 mil milhões de lucro antes de impostos a nível de grupo.
Por Que Importa
- Patrocínios de camisola e naming são activos premium: a Emirates privilegia “activos únicos” e continuidade com marcas globais como Arsenal e Real Madrid, reforçando visibilidade e associação a audiências massivas.
- Mudança regulatória na Premier League (saída das casas de apostas das frentes de camisola) deve abrir espaço a finanças como novo grande patrocinador; a Emirates antecipa essa rotação de mercado.
- A decisão de abandonar a Fórmula 1 ilustra disciplina de preço/retorno do investimento (ROI): a renovação foi recusada por falta de acordo no valor, sinalizando foco em eficiência do orçamento.
- A eventual ampliação do Emirates Stadium (não confirmada) teria impacto directo em receitas de bilhética, hospitalidade e corporate, reforçando o ciclo de receitas do Arsenal.
Contexto
- Na Premier League, Etihad (Manchester City) e Emirates (Arsenal) são dos patrocínios de frente de camisola mais longevos, consolidando reconhecimento de marca e estabilidade contratual.
- Fora do futebol, a Emirates mantém um portefólio diversificado: râguebi, ténis (os quatro Grand Slams), vela, críquete, golfe, turfe e ciclismo; rejeitou patrocinar equipas do The Hundred por saturação no críquete.
Entre Linhas
- A estratégia “Van Gogh” da Emirates sugere priorizar propriedades raras e globais em vez de acordos mais baratos mas dispersos, reforçando baixa exposição reputacional e premiumização.
- Na NBA Europa, a Emirates só avançará após clareza de produto e calendário (não confirmado), evitando compromissos antes de haver garantia de audiência e distribuição.
Números
- Lucro antes de impostos do grupo Emirates: $6,2 mil milhões (últimos resultados divulgados).
- Relações de longa duração: Emirates no Arsenal desde 2006 (naming do estádio) e patrocínios de camisola em terceira década; Etihad no Manchester City desde 2009.