Confederação Asiática apoia recandidatura de Infantino à presidência da FIFA
O apoio surge após críticas da confederação a um plano para vender uma participação no negócio comercial do Mundial. A UEFA continua a contestar a iniciativa.
O que aconteceu
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) declarou apoio à recandidatura de Gianni Infantino à presidência da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, anunciou a posição num congresso extraordinário, em outubro de 2026, semanas depois de a confederação ter criticado a condução de um plano relativo ao negócio do Mundial.
Por Que Importa
- O apoio da AFC reforça a posição eleitoral de Infantino. A próxima eleição está prevista para março de 2027 e, de acordo com o City AM, ainda não há um candidato alternativo com possibilidades claras de disputar a presidência.
- O conflito incide sobre o controlo das receitas comerciais do Mundial. Segundo o City AM, o plano FIFA Forward Enterprise previa vender a investidores 20% de uma nova entidade comercial por 4 mil milhões de dólares.
- A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) mantém a contestação e pede acesso aos documentos do plano, uma questão de transparência na gestão comercial da FIFA.
Contexto
- Em agosto, a AFC, a UEFA e a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (Concacaf) criticaram conjuntamente Infantino após a divulgação de detalhes do plano.
- Segundo o City AM, Infantino pediu desculpa ao Conselho da FIFA por o ter deixado à margem das conversações com investidores. A UEFA continua a procurar obter documentação através dos tribunais dos Estados Unidos.
Em perspetiva
Em agosto, a AFC, a UEFA e a Concacaf divulgaram uma carta aberta a exigir a demissão de Gianni Infantino. As três confederações classificaram o plano de venda de participações numa empresa que geriria os direitos comerciais do Mundial como uma «quebra de confiança», não um simples erro processual. Ainda nesse mês, a UEFA preparava uma queixa-crime na Suíça por alegada má gestão ligada ao projeto. O apoio eleitoral agora dado pela AFC inverte a sua posição sobre a continuidade de Infantino e quebra o alinhamento das três confederações quanto à sua saída.