Infantino confirma recandidatura à FIFA em 2027 apesar de pressão para sair

Plano de venda de participações em torneios a privados incendiou oposição; eleição requer maioria simples das 211 federações

7 set 2026 • há 2 horas • Leitura original: Guardian sport
Infantino confirma recandidatura à FIFA em 2027 apesar de pressão para sair — Guardian sport

O que aconteceu

Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), reafirmou a intenção de se recandidatar nas eleições de março de 2027, apesar da contestação gerada pelo plano — entretanto abandonado — de vender participações em competições da FIFA, incluindo o Mundial, a investidores privados. A confirmação foi feita por um porta-voz, após Infantino evitar perguntas no Mundial Feminino Sub‑20, na Polónia. As nomeações de candidatos fecham a 18 de novembro.

Por Que Importa

  • Uma eventual venda de participações em torneios abriria a porta a capital privado no core do ecossistema FIFA, com impacto direto na distribuição de receitas por federações e confederações.
  • A oposição liderada pela UEFA e apoiada por setores da AFC e Concacaf expõe uma fratura política com potenciais efeitos sobre direitos comerciais e de transmissão de provas FIFA.
  • O apoio público de Arábia Saudita (anfitriã do Mundial 2034), da CAF e da Conmebol sugere um bloco pro‑status quo que pode garantir a maioria simples necessária entre as 211 federações.
  • A continuidade de Infantino até 2031 (se reeleito) condiciona a estratégia de calendarização, novos formatos competitivos e eventuais parcerias comerciais de longo prazo.

Contexto

  • O plano de permitir investimento privado em Mundiais e outras provas foi abandonado após forte reação de confederações; valores e estrutura eram não confirmados.
  • Víctor Montagliani, presidente da Concacaf e vice‑presidente da FIFA, é apontado como potencial rival, após se distanciar do dossiê do investimento privado.

E agora?

  • Até 18 de novembro, espera‑se clarificação sobre candidaturas alternativas (não confirmadas) e eventuais alinhamentos regionais.
  • A disputa poderá recentrar‑se em garantias de governação, partilha de receitas e proteção de ativos comerciais (naming, hospitalidade, bilhética e media rights) das competições FIFA.

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