Uefa, Concacaf e AFC unem-se para exigir a saída de Infantino da FIFA

Três confederações que somam a maioria dos 211 membros contestam plano de privatização dos direitos comerciais do Mundial; presidente resiste e alega ter apoio interno

11 ago 2026 • há 3 horas • Leitura original: City A.M. (Frank Dalleres)
Uefa, Concacaf e AFC unem-se para exigir a saída de Infantino da FIFA — City A.M. (Frank Dalleres)

O que aconteceu

Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta aberta, a 10 de agosto de 2026, exigindo a demissão de Gianni Infantino da presidência da FIFA. As três confederações dizem que o plano para vender participações numa nova empresa que geriria os direitos comerciais do Mundial constitui “quebra de confiança” e não um simples erro processual. Apesar da pressão, a FIFA afirma que Infantino mantém o apoio da sua liderança e de várias federações.

Por Que Importa

  • Se este bloco se mantiver coeso, agrega a maioria dos 211 membros da FIFA, podendo influenciar moções de censura ou reformas estatutárias com impacto direto na governação e nos contratos comerciais globais.
  • A privatização parcial de direitos do Mundial alteraria o modelo de receitas centralizadas da FIFA (patrocínios globais, hospitalidade, licenciamento e direitos de transmissão), com potenciais efeitos em avançados de caixa e no poder negocial das confederações/federações.
  • A instabilidade no topo da FIFA pode atrasar ciclos de venda de patrocínios e direitos de transmissão do Mundial, pressionando prazos de planeamento de marcas e emissoras.
  • O risco reputacional amplia escrutínio regulatório e de compliance em contratos de longo prazo, encarecendo comissões/honorários e cláusulas de saída para parceiros.

Contexto

  • O plano de Infantino, revelado há cerca de duas semanas, previa vender posições numa nova entidade que centralizaria a exploração comercial do Mundial; valores não divulgados.
  • Entre as vozes críticas dentro da própria FIFA estão Kevin Lamour (diretor de operações) e Arsène Wenger (responsável pelo desenvolvimento global do futebol).
  • Há federações, como as do Qatar e do México, que manifestaram apoio a Infantino, evidenciando falta de consenso dentro das confederações signatárias.

Entre Linhas

  • A carta acusa a liderança de falta de transparência e responsabilização, sinalizando choque sobre quem controla o produto premium do futebol global: o Mundial.
  • Novas alegações sobre a vida pessoal de Infantino (anteriores à FIFA) adicionam ruído, mas o presidente nega e a FIFA fala em esforço coordenado para o minar — aumentando a polarização e o impasse político.

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