UEFA prepara queixa-crime na Suíça contra Infantino por alegada má gestão
Organismo europeu avança com pedidos legais nos EUA para obter documentos sobre a tentativa de venda de 20% dos torneios da FIFA por €3,91 mil M (US$4,2 mil M), que implicaria uma avaliação de cerca de €18,62 mil M (US$20 mil M).
O que aconteceu
A UEFA está a preparar uma queixa-crime na Suíça contra Gianni Infantino, presidente da FIFA, por alegada má gestão criminosa ligada ao plano Fifa Forward Enterprise (FFE). Para suportar o caso, a UEFA apresentou pedidos de revelação de informação (“section 1782”) nos Estados Unidos, incluindo junto da FIFA e da Thrive Capital, visando obter documentos e depoimentos sobre a conceção do FFE, que previa vender 20% dos direitos de torneios da FIFA por €3,91 mil M (US$4,2 mil M), implicando uma avaliação global de cerca de €18,62 mil M (US$20 mil M).
Por Que Importa
- Disputa pelo controlo de ativos globais: a UEFA afirma que a avaliação do FFE é “absurdamente baixa”, defendendo ser “facilmente suportável” uma avaliação > €27,99 mil M (US$30 mil M), o que pode redefinir referências de preço para direitos de competições.
- Governança e risco jurídico: acusação de contornar o Conselho da FIFA e de oferecer €37,28 M (US$40 M) em “incentivos” às federações expõe potenciais falhas de controlo interno e aumenta o risco regulatório para futuros pacotes comerciais.
- Precedente para transações futuras: o escrutínio pode travar estruturas que concedam participações permanentes em ativos da FIFA, afetando investidores institucionais e modelos de financiamento do ecossistema.
- Poder negocial da UEFA: com o boicote a torneios FIFA entretanto suspenso, a UEFA pressiona por uso das reservas da FIFA (cerca de €5,83 mil M (US$5 mil M)) em benefício das suas associações e por uma alternativa a Infantino nas eleições de março.
Contexto
- Em 2018, um consórcio liderado pela SoftBank terá proposto cerca de €23,33 mil M (US$25 mil M) por 12 anos da Nations League e de um Mundial de Clubes ampliado; o acordo caiu. A UEFA usa este paralelo para sustentar avaliação mais alta.
- A Thrive Capital, de Joshua Kushner, seria o investidor líder no FFE; a UEFA esclarece que nem a Thrive nem Kushner são visados como arguidos no processo suíço.
E agora?
- Se o tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque aceitar o pedido, a UEFA poderá subpoenar documentos e depor Kushner, reforçando a prova antes da ação penal na Suíça.
- A UEFA manterá sob revisão a suspensão do boicote e promete apoiar um candidato alternativo caso Infantino se recandidate (não confirmado se o fará).