Ceferin trava multipropriedade, mas admite capital de fundos na UEFA e elogia aposta no feminino

Presidente da UEFA defende integridade competitiva, critica calendário inflacionado e vê o futebol feminino como investimento; Serie A acelera cessão internacional dos direitos de TV a fundos.

27 abr 2026 • há 3 horas • Leitura original: Palco23 (Mundo Deportivo) / Andrés Tomás
Ceferin trava multipropriedade, mas admite capital de fundos na UEFA e elogia aposta no feminino — Palco23 (Mundo Deportivo) / Andrés Tomás

O que aconteceu

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, afirmou no evento The Forum, em Riade, que a multipropriedade de clubes é incompatível com a integridade das competições europeias, recusando a presença de um mesmo proprietário com vários emblemas na Liga dos Campeões. Em paralelo, abriu a porta à entrada de fundos de investimento no ecossistema do futebol europeu. Comentou ainda o calendário sobrecarregado e classificou a atual operação no futebol feminino como investimento, apesar de perdas operacionais. Em Itália, a Serie A prepara a cessão dos direitos de televisão internacionais a investidores institucionais.

Por Que Importa

  • Integridade e regulação: a rejeição da multipropriedade protege a confiança dos adeptos e reduz riscos de conflito de interesses que podem afetar receitas de bilhética, patrocínios e valor dos direitos.
  • Capital institucional: a abertura a fundos de investimento amplia o acesso a financiamento para ligas e clubes, potencialmente reduzindo o custo de capital e acelerando projetos de infraestruturas e media.
  • Calendário e receitas: Ceferin expôs o trade-off entre menos jogos e sustentabilidade financeira; mais jogos alimentam direitos de transmissão e patrocinadores, mas podem saturar a audiência e elevar custos desportivos.
  • Feminino como tese de crescimento: perdas atuais no futebol feminino são tratadas como investimento com retorno esperado, sustentando futuras valorizações de direitos, patrocínios e vendas de bilhetes.

Contexto

  • A Serie A procura investidores para um acordo de cessão dos direitos internacionais de TV, retomando uma ideia falhada em 2020-2021, então travada pela turbulência da Superliga envolvendo a Juventus FC.
  • Entre os interessados estão grandes gestoras de capital de risco: Apollo Global Management, CVC Capital Partners, Ares Management e Sixth Street (valores não divulgados).

Entre Linhas

  • O sinal político da UEFA contra a multipropriedade pode forçar reestruturações de carteiras de investidores multi-clube e influenciar avaliações de ativos.
  • A referência à “saturação” do calendário sugere necessidade de modelo coordenado entre ligas, federações e clubes para preservar retorno do investimento (ROI) sem erosão da audiência.

E agora?

  • Serie A prevê iniciar a cessão dos direitos internacionais no final de abril (data exata não confirmada), podendo criar referência para outras ligas europeias.
  • Monitorizar métricas do feminino na próxima competição na Alemanha: ocupação, receitas de TV e patrocínios serão indicadores-chave do caminho para a rentabilidade.

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