Ares prepara fundo de desporto para milionários europeus

Gestora norte‑americana quer captar indivíduos de elevado património na Europa com um veículo para investir em clubes, ligas e media desportivo.

20 fev 2026 • há 13 horas • Leitura original: Bloomberg
Ares prepara fundo de desporto para milionários europeus — Bloomberg

O que aconteceu

A Ares Management planeia lançar na Europa, ainda este ano, um fundo de oportunidades em desporto, media e entretenimento dirigido a investidores individuais de elevado património. O veículo fará investimentos em dívida e capital próprio em ligas, equipas e negócios adjacentes, bem como em media e entretenimento. A iniciativa surge após a estreia desta estratégia junto de investidores dos Estados Unidos.

Por Que Importa

  • Expande o acesso de indivíduos europeus a ativos tradicionalmente reservados a institucionais, criando nova procura por participações em clubes e direitos conexos.
  • O enquadramento de receitas mais previsíveis — com centralização de direitos de media ao nível das ligas — tem melhorado o perfil de risco/retorno, atraindo capital privado.
  • O setor permanece subcapitalizado, segundo a Ares, abrindo espaço para soluções de capital flexível (dívida sénior, capital preferencial e comum).
  • Maior competição de gestores por ativos desportivos pode inflacionar valorizações e pressionar governança e regras de multipropriedade (não confirmado).

Contexto

  • A Ares gere cerca de $623 mil milhões e quer quase duplicar os seus produtos para investidores ricos de $66 mil milhões para $125 mil milhões em dois anos.
  • Em 2022 fechou o seu primeiro fundo dedicado ao desporto com $3,7 mil milhões (investidores institucionais) e desde então investiu em 106 empresas com $589 milhões em capital comum/preferencial e empréstimos garantidos (até final de 2025).
  • Participações conhecidas incluem a equipa France SailGP apoiada por Kylian Mbappé, os Miami Dolphins (National Football League) e o Chelsea. Saiu da McLaren numa operação que avaliou a empresa em $5 mil milhões e vendeu a maioria da posição no Atlético de Madrid à Apollo, numa transação que avaliou o clube em cerca de €2,5 mil milhões (incluindo dívida).

E agora?

  • Definição do tamanho‑alvo do fundo europeu e jurisdição (não confirmado) será determinante para prazos de captação e elegibilidade de investidores.
  • Monitorizar regras de multipropriedade nas principais ligas europeias, que podem condicionar estruturas de investimento indireto.
  • Expectável maior atividade em dívida estruturada para clubes com necessidade de liquidez imediata e garantias em receitas de bilhética, patrocínios e direitos de transmissão.

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