Metade dos clubes da Serie A italiana tem um sócio direto sediado no estrangeiro
Relatório sobre 96 clubes italianos revela também que, em cerca de sete em cada dez, o principal sócio direto detém pelo menos 75% do capital analisado.
O que aconteceu
A primeira relação anual da Comissão Independente para a Verificação do Equilíbrio Económico e Financeiro das Sociedades Desportivas Profissionais identificou sócios diretos sediados no estrangeiro em 10 dos 20 clubes da Serie A italiana. Na Serie B, são quatro em 20; na Serie C, seis em 56. O levantamento abrange 96 clubes dos três escalões do futebol italiano.
Por Que Importa
- A presença de capital sediado no estrangeiro é mais visível na Serie A: 50% dos clubes, contra 20% na Serie B e 10,7% na Serie C.
- Em 67 dos 96 clubes, o principal sócio direto detém pelo menos 75% do capital analisado. A concentração reforça a importância da fiscalização das operações entre entidades relacionadas e da continuidade do financiamento dos acionistas.
- As estruturas com vários clubes sob o mesmo investidor podem criar economias de escala na observação de jogadores e na formação, mas suscitam questões sobre transferências internas, avaliação de atletas e integridade das competições.
Contexto
- O levantamento regista o sócio direto, não necessariamente o beneficiário final. Por isso, sede no estrangeiro não equivale, por si só, a propriedade estrangeira.
- Entre os 20 sócios diretos sediados no estrangeiro identificados nos três escalões, seis estão nos Estados Unidos e cinco no Reino Unido.
- Dados da União das Associações Europeias de Futebol e da Federação Internacional de Futebol, citados pela Comissão, apontam para cerca de 230 clubes integrados em estruturas com vários clubes a nível mundial, contra menos de 100 cinco anos antes.