Liga dos Campeões atinge 1,9 mil milhões de espectadores e reforça retorno comercial aos patrocinadores
Audiências de 2025/26 recuperam máximos de oito épocas; valorização média de 30%–40% em exposição de mídia para marcas, com impulso do digital
O que aconteceu
A Liga dos Campeões 2025/26 alcançou cerca de 1,9 mil milhões de espectadores a nível global, o maior alcance desde 2017/18, segundo a Nielsen Sports. A exposição de mídia aos patrocinadores cresceu entre 30% e 40% na última época. No digital, conteúdos ligados a marcas somaram 1,51 mil milhões de interações, e cada publicação com presença de marca nos perfis oficiais no Instagram e TikTok atingiu um valor estimado próximo de €85 mil por conteúdo.
Por Que Importa
- Mais audiência tende a suportar preços mais altos de patrocínio e ativações, reforçando receitas da UEFA e dos seus parceiros.
- A valorização de 30%–40% em mídia indica melhoria do retorno do investimento (ROI) para marcas, potencialmente elevando a procura por cotas no próximo ciclo.
- O digital passou a ser pilar na entrega de valor: 1,51 mil milhões de interações ampliam pontos de contacto além da transmissão tradicional.
- Com o novo enquadramento comercial a partir de 2027/28, sob condução da Relevent, prevê-se maior flexibilidade contratual, abrindo espaço a formatos de negociação mais adaptáveis e, potencialmente, a maior segmentação de ativos.
Números
- Audiência global 2025/26: 1,9 mil milhões (máximo desde 2017/18).
- Valorização de mídia para patrocinadores: +30% a +40%.
- Interações com conteúdos de patrocinadores: 1,51 mil milhões.
- Valor estimado por publicação com marca (oficiais UCL em Instagram/TikTok): €85 mil.
- Cota média anual de patrocínio: €43,0 M (US$50 M).
Contexto
- Formato atual (desde 2024/25): fase de liga com 36 clubes, com 24 a avançar para os oitavos via fase eliminatória.
- O ciclo comercial vigente termina em 2026/27; a partir de 2027/28, a Relevent passa a conduzir a comercialização das competições de clubes da UEFA.
- Mudanças no portefólio: AB InBev entra numa propriedade antes ocupada pela Heineken; Hyundai e Haier passam a integrar o grupo de patrocinadores.
E agora?
- Expectativa de reprecificação das cotas no novo ciclo, suportada por audiências e desempenho no digital.
- Marcas devem privilegiar planos híbridos (emissão + plataformas de transmissão online) e conteúdo always-on para maximizar ROI.
- Clubes e jogadores tornam-se canais-chave na distribuição de valor de mídia, exigindo alinhamento de direitos e métricas de reporte.