Família Gold vende 25,1% do West Ham a PCP Capital Partners, de Amanda Staveley e Mehrdad Ghodoussi
Falhada a compra por Daniel Kretinsky, os ex‑sócios do fundo saudita PIF no Newcastle entram no capital dos Hammers; clube encerrou 2024-2025 com prejuízo e queda de receita.
O que aconteceu
A família Gold acordou a venda de 25,1% do capital do West Ham United à PCP Capital Partners, liderada por Amanda Staveley e Mehrdad Ghodoussi, antigos parceiros do fundo soberano da Arábia Saudita, Public Investment Fund (PIF), na aquisição do Newcastle United. A transação surge após o fracasso das negociações com Daniel Kretinsky, que pretendia aumentar a sua posição desde 2021. O clube informou que a gestão diária “não será afetada”.
Por Que Importa
- Reconfigura o controlo acionista: Kretinsky não ultrapassa David Sullivan como maior acionista, enquanto Staveley/Ghodoussi regressam ao capital da Premier League com um bloco relevante.
- Em contexto de pressão financeira, o West Ham fechou 2024-2025 com £104,2 milhões de prejuízo (c. €119,8 milhões), revertendo o lucro de £57,2 milhões do ano anterior.
- A receita caiu para £227,6 milhões (c. €261,7 milhões), penalizada pela ausência de competições europeias e menor posição na Premier League, reduzindo direitos de transmissão e prémios.
- A entrada de novos acionistas pode acelerar decisões de governança e capital, cruciais para cumprir regras de sustentabilidade financeira e voltar às receitas europeias.
Contexto
- Staveley e Ghodoussi venderam o seu 6% no Newcastle há dois anos, após a operação com o PIF.
- Kretinsky, co-proprietário checo do retalho e dono do Sparta de Praga, era apontado para adquirir a posição dos Gold e tornar-se principal acionista, mas as conversações caíram.
Números
- Prejuízo antes de impostos 2024-2025: £104,2M vs. lucro £57,2M em 2023-2024.
- Cifra de negócio: £227,6M, menos £42,1M ano contra ano.
- Principais fatores: menor mais‑valias em vendas de jogadores, pior classificação doméstica e sem UEFA Europa League.
E agora?
- Termos financeiros da transação não divulgados; impacto na avaliação do clube (não confirmado).
- Prioridade desportiva-financeira: regressar às competições europeias para repor receitas de emissão/transmissão e prémios, e disciplinar o ciclo de investimentos em plantel.