Espanha apoia Bilbao e Barcelona para finais da Liga dos Campeões feminina (2028) e masculina (2029)

Conselho de Ministros dá aval político às candidaturas junto da UEFA; impacto económico estimado é elevado, à luz de precedentes em Madrid.

27 mai 2026 • há 9 horas • Leitura original: Palco23
Espanha apoia Bilbao e Barcelona para finais da Liga dos Campeões feminina (2028) e masculina (2029) — Palco23

O que aconteceu

O Conselho de Ministros de Espanha aprovou o apoio oficial às candidaturas de Bilbao e Barcelona para receberem, respetivamente, a final da Liga dos Campeões feminina da UEFA em 2028 e a final da Liga dos Campeões masculina da UEFA em 2029. A proposta foi apresentada pela ministra da Educação, Formação Profissional e Desporto, Milagros Tolón, a pedido da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

Por Que Importa

  • Apoio estatal é crítico para garantir garantias financeiras, segurança, logística e isenções necessárias em dossiês de candidatura à UEFA, reforçando a credibilidade junto do organismo.
  • Finais da UEFA costumam gerar impacto económico multimilionário em hotelaria, restauração, mobilidade e serviços; em 2019, Madrid registou 62,5 M€ com a final Tottenham-Liverpool.
  • Eventos de topo elevam projeção turística e reputacional das cidades-anfitriãs, com picos de procura internacional e exposição mediática global em transmissão e plataformas digitais.
  • Para o futebol feminino, acolher a final em 2028 alinha com políticas públicas de igualdade e pode acelerar patrocínios e bilhética nesse segmento.

Contexto

  • Bilbao já recebeu a final da Liga dos Campeões feminina 2023-24; Barcelona acolheu duas finais da Liga dos Campeões masculina no passado.
  • A UEFA avalia critérios como estádios, capacidade hoteleira, acessos, segurança, operações de emissão/transmissão e garantias governamentais. A decisão final cabe ao Comité Executivo da UEFA (datas e prazos não confirmados).

Números

  • 62,5 M€: impacto económico da final masculina de 2019 em Madrid, segundo a CEIM (referência indicativa para potenciais retornos locais).
  • Valores de investimento público/municipal e contrapartidas exigidas pela UEFA: valores não divulgados.

E agora?

  • Governo, RFEF e cidades devem fechar o caderno de encargos com garantias (transportes, segurança, vistos, espaços comerciais e de hospitalidade) e plano de legado.
  • A UEFA analisará as candidaturas face a concorrentes europeias; a dupla atribuição ao mesmo país em anos seguidos é possível, mas não confirmada.

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