UEFA trava expansão do Mundial de Clubes da FIFA

Organismo europeu sinaliza oposição a mais equipas e a maior frequência do torneio; clubes alinham posição

17 mar 2026 • há 9 horas • Leitura original: Calcio e Finanza / The Times
UEFA trava expansão do Mundial de Clubes da FIFA — Calcio e Finanza / The Times

O que aconteceu

A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) pretende bloquear quaisquer planos do presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, para ampliar o formato do novo Mundial de Clubes ou alterar a sua periodicidade. Segundo o The Times (via Calcio e Finanza), após Infantino admitir que o próximo torneio "poderá ser algo mais" do que 32 equipas e defender maior frequência, a UEFA avisou que resistirá a aumentos no número total de participantes, no contingente europeu (hoje 12) e a uma cadência bienal ou anual.

Por Que Importa

  • Calendário e receitas: um torneio mais frequente pressionaria o calendário europeu, com risco para direitos de transmissão domésticos e patrocínios da UEFA e dos clubes (canibalização de audiências e sobrecarga de jogos).
  • Poder de negociação: travar a expansão preserva a centralidade das competições UEFA (Liga dos Campeões e Liga Europa) no mercado global, mantendo valor de direitos e patrocínios associados.
  • Governação e repartição de receitas: resistir a mudanças unilaterais reforça a posição da UEFA e dos clubes europeus em futuras discussões sobre modelo de distribuição e compensações por datas internacionais.
  • Risco de inflacionar a oferta: um Mundial de Clubes anual/bienal pode diluir a escassez e, com isso, o preço médio por jogo vendido a media e patrocinadores.

Contexto

  • A FIFA tem 32 equipas previstas para o novo formato; Infantino admite mais equipas e maior frequência (até anual, não confirmado).
  • A UEFA opõe-se também a aumentar o número de vagas europeias. Uma exceção potencial seria permitir mais de dois clubes do mesmo país.
  • A edição anterior, nos Estados Unidos, foi vencida pelo Chelsea e contou com o Manchester City; campeões nacionais como Liverpool, Barcelona e Nápoles ficaram de fora.

E agora?

  • Espera-se negociação política entre FIFA, UEFA e a Associação Europeia de Clubes sobre calendário, critérios de qualificação e repartição de receitas (valores não divulgados).
  • Sem consenso, é provável um braço-de-ferro regulatório em torno de datas internacionais e autorizações para compromissos dos clubes.

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