Premier League pondera centralizar publicidade e ampliar patrocínios globais; impacto estimado de €850 milhões
Plano em estudo prevê vender de forma centralizada 60% da publicidade perimetral e aumentar os parceiros‑âncora de 7 para 10, à semelhança dos modelos da NBA e NFL.
O que aconteceu
A Premier League apresentou aos 20 clubes um esboço de novo modelo comercial que, segundo a Sky Sports, poderá gerar até €850 milhões. O plano propõe a venda centralizada de 60% do espaço publicitário perimetral em dias de jogo e a expansão do número de parceiros globais de topo de sete para dez. A proposta está em fase exploratória (não confirmado) e inspira‑se nas grandes ligas norte‑americanas.
Por Que Importa
- Centralização pode elevar o poder de negociação e criar inventário premium unificado, potenciando preços e retorno do investimento (ROI) para patrocinadores.
- Mais parceiros de topo diversifica receitas da liga, mas aumenta o risco de sobreposição com contratos de clubes, exigindo salvaguardas de categorias e exclusividades.
- Um pacote central forte pode tornar a Premier League mais atrativa para marcas globais face à concorrência de UEFA e ligas nacionais.
- O alinhamento com modelos da NBA/NFL/MLB/NHL sugere estratégia de valorização de direitos comerciais para mitigar volatilidade de outras fontes (direitos de transmissão e matchday).
Entre Linhas
- Clubes receiam conflitos entre novos patrocínios centrais e acordos locais já assinados, sobretudo em categorias com alta penetração (financeiro, bebidas, tecnológico).
- Necessário um enquadramento de partilha de receitas e regras claras de exclusividade por categoria para evitar canibalização do negócio dos clubes.
Números
- Estimativa de até €850 milhões adicionais (valores e prazos não confirmados).
- Impacto macro atual: €11.000 milhões para a economia britânica em 2023‑2024, >100.000 empregos equivalentes a tempo inteiro e €5.000 milhões em impostos.
E agora?
- A época atual é a última antes da entrada do novo regulador independente, o Football Governance Act, que trará regras financeiras mais rígidas e testes estatutários reforçados para proprietários e administradores.
- O regulador será presidido por David Kogan, executivo veterano de media e desporto; espera‑se maior escrutínio a fontes de financiamento e envolvimento dos adeptos nas decisões.