Real Madrid e UEFA selam trégua e fecham capítulo da Superliga

Acordo de princípios entre UEFA, Real Madrid, EFC e A22 encerra litígios e abre mesa para sustentabilidade e direitos audiovisuais — valores não divulgados.

12 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Real Madrid e UEFA selam trégua e fecham capítulo da Superliga — Calcio e Finanza

O que aconteceu

Após quase cinco anos de disputa jurídica e política, a UEFA, o Real Madrid, os Clubes de Futebol Europeus (EFC, nova designação da antiga ECA) e a A22 anunciaram um acordo de princípios que põe termo às ações judiciais ligadas à Superliga. O entendimento, alcançado após dias de negociações, foca sustentabilidade de longo prazo dos clubes e melhoria da experiência dos adeptos via tecnologia, preservando o mérito desportivo. As partes depõem as "armas" legais enquanto traduzem os princípios em medidas concretas.

Por Que Importa

  • Evita-se um desfecho potencialmente oneroso: a UEFA afasta o risco de indemnizações após decisões desfavoráveis em tribunais europeus e espanhóis sobre abuso de posição dominante.
  • O Real Madrid reentra plenamente no ecossistema UEFA, mitigando risco reputacional e encerrando pedidos de indemnização cruzados (montantes integrais não confirmados neste comunicado).
  • Abre-se a porta a novos modelos de distribuição de direitos audiovisuais, incluindo propostas alinhadas com a plataforma gratuita UNIFY (A22), visando reduzir custos, fragmentação e barreiras de acesso para adeptos.
  • O foco em sustentabilidade financeira indica possível revisão de critérios de distribuição de receitas, controlo de custos e novas regras competitivas com impacto direto nos orçamentos dos clubes.

Contexto

  • A Superliga foi anunciada em abril de 2021 por 12 clubes; ao longo dos anos, ingleses, Inter, Milan e Atlético recuaram de imediato, seguidos por Juventus e, mais recentemente, Barcelona.
  • Vários tribunais, incluindo o Tribunal de Justiça da União Europeia e a Relação de Madrid, emitiram decisões alinhadas que limitaram a posição de monopólio de UEFA/FIFA.

E agora?

  • As partes irão detalhar a execução dos princípios; até lá, vigora a trégua judicial (termos financeiros específicos não divulgados).
  • Temas-chave nas próximas semanas: partilha de receitas, regras de sustentabilidade, e modelo de emissão/transmissão dos direitos (incluindo eventuais testes a plataformas de transmissão online).
  • Expectativa por esclarecimentos na conferência de imprensa do presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, após o congresso em Bruxelas.

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