Guinness regressa às camisolas no futebol feminino e abre nova vaga no mercado de patrocínios

Saída das casas de apostas da frente das camisolas na Premier League pode baixar preços e acelerar modelos de parceria mais criativos — com marcas de grande consumo a olharem para a Women’s Super League.

4 fev 2026 • há 3 horas • Leitura original: City A.M. / Matthew Fletcher-Jones
Guinness regressa às camisolas no futebol feminino e abre nova vaga no mercado de patrocínios — City A.M. / Matthew Fletcher-Jones

O que aconteceu

A Guinness anunciou o seu primeiro patrocínio principal de camisola em 40 anos ao colocar a marca Guinness 0.0 nas camisolas do Bristol City Women. O movimento surge quando a Premier League se prepara para uma proibição autoimposta de casas de apostas na frente das camisolas a partir do verão, deixando 11 clubes à procura de novos parceiros. Em paralelo, marcas como Mercedes‑Benz e Apple fecharam acordos com a Women’s Super League (WSL).

Por Que Importa

  • A saída das apostas da frente da camisola deve reduzir preços (as casas de apostas pagavam um prémio de 30–40%), reabrindo o espaço a marcas de grande consumo.
  • O futebol feminino oferece audiência em crescimento e baixa exposição reputacional, permitindo ativações mais ricas e custo inferior face à Premier League masculina.
  • Clubes e marcas podem migrar de “papel de parede” para parcerias em pacote (bundle) com acesso a jogadores, ativos para além da camisola e utilização de dados de adeptos (cumprindo regulação, não confirmado).
  • Espera-se subida de 30–40% nos valores de patrocínio de mangas e equipamentos de treino, onde as apostas podem permanecer.

Contexto

  • A Premier League tornou as camisolas uma montra global, afastando gradualmente bens de consumo em favor de companhias aéreas, seguros e apostas.
  • A Guinness tem histórico no futebol (ex.: QPR) e consolidou-se no râguebi; o retorno via Guinness 0.0 alinha com tendências de bebidas sem álcool e posicionamento responsável.
  • Exemplos de inovação: Spotify x Barcelona; Tottenham explora um acordo de 12 anos com a Sports Illustrated no âmbito de “The Collective” (detalhes completos não confirmados), apontando para múltiplos parceiros a partilhar ativações — e potencialmente, no futuro, a camisola.

E agora?

  • 11 clubes da Premier League precisam substituir patrocinadores de apostas; expectativa de propostas mais criativas (ex.: diferentes patrocinadores para equipamento principal e alternativo, ou rotações temáticas ligadas a conteúdos de plataformas de transmissão online).
  • Mais marcas B2B globais podem entrar para ganhar relevância cultural via futebol, aproveitando preços potencialmente mais baixos e pacotes com contrapartidas digitais.

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