Guinness regressa às camisolas no futebol feminino e abre nova vaga no mercado de patrocínios
Saída das casas de apostas da frente das camisolas na Premier League pode baixar preços e acelerar modelos de parceria mais criativos — com marcas de grande consumo a olharem para a Women’s Super League.
O que aconteceu
A Guinness anunciou o seu primeiro patrocínio principal de camisola em 40 anos ao colocar a marca Guinness 0.0 nas camisolas do Bristol City Women. O movimento surge quando a Premier League se prepara para uma proibição autoimposta de casas de apostas na frente das camisolas a partir do verão, deixando 11 clubes à procura de novos parceiros. Em paralelo, marcas como Mercedes‑Benz e Apple fecharam acordos com a Women’s Super League (WSL).
Por Que Importa
- A saída das apostas da frente da camisola deve reduzir preços (as casas de apostas pagavam um prémio de 30–40%), reabrindo o espaço a marcas de grande consumo.
- O futebol feminino oferece audiência em crescimento e baixa exposição reputacional, permitindo ativações mais ricas e custo inferior face à Premier League masculina.
- Clubes e marcas podem migrar de “papel de parede” para parcerias em pacote (bundle) com acesso a jogadores, ativos para além da camisola e utilização de dados de adeptos (cumprindo regulação, não confirmado).
- Espera-se subida de 30–40% nos valores de patrocínio de mangas e equipamentos de treino, onde as apostas podem permanecer.
Contexto
- A Premier League tornou as camisolas uma montra global, afastando gradualmente bens de consumo em favor de companhias aéreas, seguros e apostas.
- A Guinness tem histórico no futebol (ex.: QPR) e consolidou-se no râguebi; o retorno via Guinness 0.0 alinha com tendências de bebidas sem álcool e posicionamento responsável.
- Exemplos de inovação: Spotify x Barcelona; Tottenham explora um acordo de 12 anos com a Sports Illustrated no âmbito de “The Collective” (detalhes completos não confirmados), apontando para múltiplos parceiros a partilhar ativações — e potencialmente, no futuro, a camisola.
E agora?
- 11 clubes da Premier League precisam substituir patrocinadores de apostas; expectativa de propostas mais criativas (ex.: diferentes patrocinadores para equipamento principal e alternativo, ou rotações temáticas ligadas a conteúdos de plataformas de transmissão online).
- Mais marcas B2B globais podem entrar para ganhar relevância cultural via futebol, aproveitando preços potencialmente mais baixos e pacotes com contrapartidas digitais.