Capital privado injeta €8 mil M no futebol desde 2020 e eleva avaliações de clubes e ligas

Entrada da Apollo no Atlético de Madrid e modelo centralizado da CVC consolidam o futebol como classe de activos escalável; Arctos e Silver Lake apostam em inovação e expansão internacional.

27 jan 2026 • 09:55 • Leitura original: Calcio e Finanza / Spobis
Capital privado injeta €8 mil M no futebol desde 2020 e eleva avaliações de clubes e ligas — Calcio e Finanza / Spobis

O que aconteceu

Desde 2020, fundos de capital privado e soberanos aceleraram investimentos no futebol, somando cerca de €7,29 mil M (US$8 mil M) em clubes e ligas. Em 2026, a Apollo Sports Capital acordou investir €1.000 M por ~51% do Atlético de Madrid, elevando a valorização do clube para, no mínimo, €2.000 M. A CVC reforçou o modelo de ligas-empresa com participações na LaLiga e na Ligue de Football Professionnel (LFP). Silver Lake aumentou a posição no City Football Group e a Arctos entrou no Paris Saint‑Germain. O fundo soberano saudita PIF mantém a estratégia de influência com a compra de 80% do Newcastle United (2021).

Por Que Importa

  • Avaliações em alta: transacções recentes empurram clubes para patamares de multi‑milhar de milhões de euros, alterando expectativas de preço em futuras vendas e captações.
  • Modelo de liga centralizada: a CVC trocou capital por percentagens de direitos comerciais/televisivos por décadas, canalizando fundos para infra‑estrutura, digitalização e internacionalização; Espanha reporta +46% em patrocínios e receitas de dia de jogo desde 2021.
  • Estratégias diferenciadas: Apollo e Arctos atuam como investidores estratégicos (capital e rede) sem interferir no desporto; PIF alinha investimento com política pública (Visão 2030), reduzindo o foco em retorno do investimento (ROI).
  • Expansão de receitas: programas de requalificação urbana e estádios (ex.: Wrexham) miram novas fontes de bilhética, hospitalidade e entretenimento, com efeito multiplicador local.

Contexto

  • Em 2010, a Fenway Sports Group comprou o Liverpool FC por cerca de €346 M (£300 M); em 2011, a Qatar Sports Investments adquiriu maioria no PSG por €100 M—sinais de como as avaliações dispararam em uma década.
  • A Apollo gere cerca de €830 mil M (US$908 mil M) em activos (conversão aproximada; não afecta termos do negócio), colocando potência financeira no ecossistema.

Números

  • CVC: €1.965 mil M (US$2.1 mil M) por 8,25% dos direitos de emissão/transmissão da LaLiga; €1.497 mil M (US$1.6 mil M) por 13% das actividades comerciais da LFP.
  • Arctos: até €3.460 mil M (US$4 mil M) de valorização implícita no PSG (participação até 12,5%).
  • Silver Lake: 18% no City Football Group (valor não divulgado); participou num buyout da Electronic Arts de €47,5 mil M (US$55 mil M) (referência de escala, fora do futebol).

E agora?

  • Expectável mais consolidação multi‑clube e emissões/”plataformas de transmissão online” direct‑to‑consumer (D2C) para capturar dados e pricing dinâmico.
  • Reguladores e ligas podem reforçar regras de governação e sustentabilidade para equilibrar capital externo e integridade competitiva.
  • Clubes medianos deverão usar capital para activos tangíveis (estádios, cidades desportivas) e activos digitais para reduzir volatilidade de receitas desportivas.

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