FIFA abre ao Conselho os documentos do projeto FFE sob confidencialidade
A decisão surge depois do prazo dado pela UEFA, mas não se sabe que documentos serão mostrados; a resposta às perguntas europeias continua pendente.
O que aconteceu
O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström, comprometeu-se numa carta a disponibilizar a todos os membros do Conselho da FIFA os documentos-chave do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE). A consulta será feita na sede da FIFA, em Zurique, sob regras estritas de confidencialidade, e os interessados têm até 16 de novembro para se inscrever. Segundo a Inside World Football, os membros terão de assinar um acordo de confidencialidade e não poderão levar o telemóvel. Não se sabe que documentos serão mostrados.
Por Que Importa
- O FFE previa criar uma empresa para gerir os interesses comerciais das competições da FIFA, incluindo o Mundial, e vender uma participação minoritária a investidores privados. Os documentos mostram como foi preparada uma operação que mexia nas principais receitas do futebol internacional.
- A decisão chega depois de expirar, a 2 de novembro, o prazo dado pela UEFA para obter respostas às suas perguntas sobre o FFE e outras questões de governação. Grafström diz que a lista excede o que a FIFA podia antecipar e que a resposta será partilhada com o Conselho mais tarde.
- O calendário político aperta: o próximo Conselho da FIFA reúne-se a 16 de dezembro em Doha, e a UEFA tem até 18 de novembro para apresentar um candidato contra Gianni Infantino na eleição do congresso de Rabat.
Contexto
- Em julho, a FIFA propôs vender até 21% da nova entidade por cerca de 3,91 mil M€ (4,2 mil milhões de dólares). A 2 de agosto, Infantino cancelou o plano depois da oposição da UEFA, da Concacaf e da Confederação Asiática e da ameaça europeia de boicote.
- No fim de agosto, a UEFA preparava uma queixa-crime na Suíça contra Infantino e pediu nos Estados Unidos acesso a documentos sobre o FFE.
- Na reunião de 15 de outubro, Infantino pediu desculpa ao Conselho, e a presidente da federação inglesa, Debbie Hewitt, exigiu acesso aos documentos do projeto.