Governo brasileiro anuncia suspensão das apostas, com €236,7 milhões em acordos no futebol em risco
Plataformas deverão deixar de operar a 6 de outubro; clubes receiam perder receitas de patrocínio e alertam para o risco de crescimento do mercado ilegal.
O que aconteceu
O Governo brasileiro anunciou a 25 de setembro a suspensão das casas de apostas no Brasil, com interrupção das operações prevista para 6 de outubro. Um levantamento governamental citado pelo meio estima em €236,7 milhões (R$ 1,4 mil milhões) o valor total dos acordos do setor com o futebol. Esse montante está em risco, mas a perda efetiva de receitas não está confirmada.
Por Que Importa
- Os patrocínios nas camisolas dos clubes da Série A representam cerca de €169,1 milhões (R$ 1 mil milhão) por ano, segundo as estimativas citadas.
- A suspensão também afetará publicidade e outros acordos comerciais, obrigando os clubes a procurar alternativas para contratos em vigor.
- Clubes e federações defendem maior fiscalização, em vez da proibição, e alertam para a possibilidade de os apostadores recorrerem a plataformas ilegais.
E agora?
- As empresas deverão devolver os saldos dos apostadores até às 23h59 de 5 de outubro. A medida provisória prevista pelo Governo terá de ser posteriormente apreciada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor.
- Representantes dos clubes discutem com o Governo uma possível linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES). Valores e critérios de acesso não estão definidos.
Fio da História
As casas de apostas patrocinam 18 dos 20 clubes da Série A brasileira, segundo um estudo da LCA Consultores e da Cruz Consulting. A presença destas marcas nas camisolas ajuda a explicar a exposição dos clubes a uma interrupção da atividade das operadoras. Desde a entrada em vigor da regulamentação, em janeiro de 2025, o setor aumentou os patrocínios no futebol, segundo as mesmas consultoras.