Governo brasileiro anuncia suspensão das apostas, com €236,7 milhões em acordos no futebol em risco

Plataformas deverão deixar de operar a 6 de outubro; clubes receiam perder receitas de patrocínio e alertam para o risco de crescimento do mercado ilegal.

26 set 2026 • 14:48 • 2 min de leitura • Leitura original: MKT Esportivo
Governo brasileiro anuncia suspensão das apostas, com €236,7 milhões em acordos no futebol em risco — MKT Esportivo
Imagem via MKT Esportivo

O que aconteceu

O Governo brasileiro anunciou a 25 de setembro a suspensão das casas de apostas no Brasil, com interrupção das operações prevista para 6 de outubro. Um levantamento governamental citado pelo meio estima em €236,7 milhões (R$ 1,4 mil milhões) o valor total dos acordos do setor com o futebol. Esse montante está em risco, mas a perda efetiva de receitas não está confirmada.

Por Que Importa

  • Os patrocínios nas camisolas dos clubes da Série A representam cerca de €169,1 milhões (R$ 1 mil milhão) por ano, segundo as estimativas citadas.
  • A suspensão também afetará publicidade e outros acordos comerciais, obrigando os clubes a procurar alternativas para contratos em vigor.
  • Clubes e federações defendem maior fiscalização, em vez da proibição, e alertam para a possibilidade de os apostadores recorrerem a plataformas ilegais.

E agora?

  • As empresas deverão devolver os saldos dos apostadores até às 23h59 de 5 de outubro. A medida provisória prevista pelo Governo terá de ser posteriormente apreciada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor.
  • Representantes dos clubes discutem com o Governo uma possível linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES). Valores e critérios de acesso não estão definidos.

Em perspetiva

Em meados de setembro, o Governo brasileiro ainda estudava proibir apenas os casinos online, mantendo as apostas desportivas e os respetivos patrocínios; não havia texto oficial. A suspensão agora anunciada afasta essa hipótese. A exposição dos clubes também já tinha mudado: em 2025, as casas de apostas eram patrocinadoras principais de 18 dos 20 clubes da Série A, segundo um estudo da LCA Consultores e da Cruz Consulting; em meados de setembro de 2026, eram 13. Em abril, o Grémio decidira deixar de negociar com o setor o patrocínio principal da camisola.

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