‘Big Six’ trava plano da Premier League para vender direitos comerciais em pacote conjunto, que pode valer até €873 M/ano
Liga quer agregar mais inventário — como painéis LED de jogo — para elevar receitas de cerca de €233 M para €873 M anuais, mas os maiores clubes rejeitam partilha alargada e pedem fatia maior.
O que aconteceu
A Premier League está a avaliar a venda coletiva de mais direitos comerciais — incluindo os painéis LED perimetrais em dia de jogo — para aumentar as receitas anuais de cerca de €233 M (£200 M) para €873 M (£750 M). A proposta enfrenta oposição do chamado “big six”, que prefere manter a venda individual dos seus ativos. O tema foi debatido em fevereiro e junho e deverá regressar à agenda na reunião de acionistas de 24 de setembro.
Por Que Importa
- Uma venda conjunta mais ampla pode criar um pacote comercial mais atraente para marcas globais, potencialmente quadruplicando a receita central e elevando o retorno do investimento (ROI) dos parceiros.
- O “big six” teme perder autonomia e prémio comercial; se avançar a centralização, poderá exigir maior percentagem de repartição (não confirmado), reabrindo a discussão sobre critérios de distribuição.
- O equilíbrio competitivo e as novas regras de controlo de custos podem depender de como estas receitas adicionais são partilhadas, influenciando capex comercial, tetos salariais internos e estratégias de recrutamento.
- A decisão impacta o posicionamento da Premier League face a concorrentes europeias na captação de patrocínios e dados.
Contexto
- Em 2024-25, as receitas comerciais centrais foram €184 M (£158 M) de um total de €3,257 Bn (£2,8 Bn); cada clube recebeu €9,2 M (£7,9 M). Estima-se €233 M (£200 M) em 2025-26.
- A liga já vende coletivamente >10 parcerias (ex.: Guinness, Coca-Cola, EA Sports, Microsoft e Puma — fornecedora da bola oficial) e parte da publicidade perimetral; os clubes mantêm controlo da maioria dos espaços nos seus estádios.
- Clubes como o Manchester United e o Manchester City têm resistido a medidas que limitem a sua capacidade de gerar e gastar receita.
Entre Linhas
- Qualquer expansão de inventário comercial coletivo deverá reabrir a negociação de critérios de distribuição entre clubes com diferentes poderes de mercado; não há acordo sobre um modelo de partilha.
- A proposta surge em paralelo com novas regras de rácio de custos de plantel (limite de 85% das receitas em custos de futebol, alinhado com a UEFA), aprovadas apesar do voto contra de 6 clubes.
Números
- Potencial de receita do pacote coletivo: €873 M (£750 M)/ano vs. atuais €233 M (£200 M)/ano.
- Pagamento central ao 20.º classificado (2024-25): cerca de €127 M (£109 M).
- Repartição comercial 2024-25: €9,2 M (£7,9 M) por clube.