Ligas europeias levam à Comissão Europeia nova queixa contra a FIFA pelo calendário do futebol feminino
Organizações de ligas acusam a FIFA de abuso de posição dominante ao impor, de forma unilateral, o calendário internacional; pedido amplia queixa já apresentada sobre o futebol masculino.
O que aconteceu
Um grupo que representa ligas de futebol europeias apresentou à Comissão Europeia, na terça‑feira (8 de setembro de 2026), uma queixa ampliada por concorrência contra a FIFA, alegando abuso de posição dominante ao impor unilateralmente o calendário internacional do futebol feminino. O pedido replica preocupações já levantadas sobre o controlo do calendário no futebol masculino.
Por Que Importa
- Calendário centralizado pela FIFA pode colidir com ligas nacionais e competições europeias, afetando receitas de bilheteira, direitos de transmissão e patrocínios dos campeonatos.
- A disputa pode forçar um novo modelo de governação do calendário, com maior partilha de decisão entre ligas, federações e FIFA, alterando o poder de negociação em direitos e janelas de jogo.
- Se a Comissão Europeia avançar, sanções ou compromissos poderão impor limites regulatórios à expansão de competições e janelas internacionais, protegendo datas das ligas e estabilidade de fluxos de receita.
- O caso no futebol feminino é crítico numa fase de crescimento acelerado de audiências e patrocínios, onde a previsibilidade do calendário é central para fechar contratos plurianuais.
Contexto
- As ligas europeias já tinham interpelado Bruxelas sobre o controlo do calendário masculino, criticando decisões unilaterais que impactam períodos de descanso, pré‑época e simultaneidade com jogos domésticos.
- O debate sobre o calendário internacional tem-se intensificado com a proliferação de competições e janelas de seleções, aumentando a carga de jogos e os custos operacionais dos clubes (seguros, viagens, gestão de plantéis).
E agora?
- A Comissão Europeia poderá solicitar informações e abrir investigação formal (não confirmado), o que prolongaria o processo por meses e criaria incerteza nos planeamentos de 2026‑2028.
- Um eventual acordo de compromissos pode incluir consultas obrigatórias a ligas e salvaguardas de datas‑padrão, mitigando choques de calendário e reduzindo o risco para contratos de transmissão e patrocínios.