The Guardian revela termo de entendimento entre FIFA e fundadores da Superliga em 2020

Documento pré-contratual previa parceria de 12 anos, marca FIFA na competição e golden share para a federação; clube mundial anual articulado com a Superliga.

6 ago 2026 • há 11 horas • Leitura original: Calcio e Finanza / The Guardian
The Guardian revela termo de entendimento entre FIFA e fundadores da Superliga em 2020 — Calcio e Finanza / The Guardian

O que aconteceu

O The Guardian revelou que, em outubro de 2020, a FIFA e os clubes fundadores da Superliga europeia assinaram um termo de entendimento (term sheet, não vinculativo) para uma parceria de pelo menos 12 anos, que poderia rebatizar a competição com a marca FIFA e criar uma sociedade conjunta para exploração comercial. O plano atribuía à FIFA uma golden share (direito especial de veto) e articulava uma competição global de clubes anual de três semanas ligada à Superliga. Não está claro se o processo avançou além deste documento. Após o colapso público do projeto em abril de 2021, Gianni Infantino distanciou‑se em Montreux, dizendo “só posso desaprovar fortemente” a Superliga. A FIFA não comentou até ao momento.

Por Que Importa

  • Uma parceria formal teria reposicionado a FIFA no centro do mercado dos direitos de clubes, criando novas linhas de receita e potenciais conflitos com a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA).
  • A golden share daria à FIFA controlo sobre decisões estratégicas (calendário, formato, comercial), com impacto direto na venda de direitos de transmissão e em patrocínios globais.
  • A proposta de competição global anual de clubes ampliaria inventário comercial e de audiências, mas pressionaria o calendário e diluiria valor de provas existentes.
  • O uso da marca FIFA na Superliga poderia reduzir risco regulatório percebido e atrair investidores, apesar de forte oposição de ligas e adeptos.

Contexto

  • O documento surge quando a FIFA é criticada por estudar (não confirmado) abertura a investimento privado.
  • O lançamento da Superliga em abril de 2021, sem a FIFA, colapsou após protestos e saídas de clubes fundadores; desde então, os promotores ajustaram o conceito, mas a monetização permanece incerta.

Entre Linhas

  • O código “WO1” para a FIFA e a estrutura de joint venture sugerem um modelo comercial pronto a avançar caso houvesse aceitação política e regulatória.
  • A ausência de valores ou garantias no term sheet indica valores não divulgados e que o acordo estava em fase preliminar.

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