Serie A quer duplicar receitas internacionais e atrair investidor minoritário

Liga italiana avalia plataforma de direitos fora de Itália em cerca de €4 mil milhões e mira €500-520 milhões por época; até 10 fundos na corrida, com JP Morgan a apresentar opções até novembro.

8 set 2026 • há 1 hora • Leitura original: Calcio e Finanza (Marco Sacchi)
Serie A quer duplicar receitas internacionais e atrair investidor minoritário — Calcio e Finanza (Marco Sacchi)

O que aconteceu

A Liga Serie A está a negociar a entrada de um investidor financeiro minoritário na sua plataforma de direitos audiovisuais internacionais, com avaliação indicativa de ~€4 mil milhões pelo 100%. O objetivo é elevar as receitas externas para €500–520 milhões por época (face aos atuais €250–260 milhões) num plano a 10 anos. A JP Morgan, mandatada para explorar soluções, deverá apresentar as conclusões aos clubes até novembro.

Por Que Importa

  • Mais receitas internacionais aliviam a dependência do mercado doméstico e criam margem para investimento em talento e infraestruturas.
  • Atração de capital especializado pode acelerar a transformação numa media company global, com maior controlo da distribuição e comercialização.
  • A avaliação (~€4 mil milhões) e uma minoria qualificada com assento no conselho implicam influência estratégica do investidor, afetando governança e partilha de receitas.
  • Meta de meio milhar de milhão €/época coloca a Serie A mais próxima de referências europeias e reforça o seu poder negocial junto de operadores de transmissão e marcas.

Contexto

  • Receitas internacionais atuais: €250–€260 milhões/época; EBITDA ~€209 milhões.
  • Multiplicadores de mercado: media tradicionais >10x EBITDA; ativos de elite (ex.: direitos comerciais da Fórmula 1) podem chegar a ~20x; referência intermédia de ~15x referida.
  • Expansão internacional operacional: escritórios já no Norte da América e Médio Oriente; planeadas novas estruturas em América Latina, Ásia e África, à semelhança do modelo da LaLiga (11 escritórios e 44 representantes).

Números

  • Participação em jogo: 10%–15% (minoria qualificada; não meramente financeira).
  • Concorrentes: cerca de 10 propostas finais; entre os nomes apontados: General Atlantic, Bain Capital, Apollo, Carlyle+Nextalia, Oaktree, Partners Group, Mark Attanasio, Bright Path Sport Partners, FSI, Clessidra (alguns via divisões de crédito).

E agora?

  • A JP Morgan apresentará um comparativo de soluções (financiamento especializado, criação de agência própria de distribuição, ou entrada de fundo minoritário) até novembro.
  • A decisão cabe à Assembleia da Lega Serie A; bastam 14 dos 20 clubes para aprovar. Termos financeiros finais e avaliação poderão ajustar-se aos múltiplos e à estrutura escolhida (equity vs. crédito).

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