US Open 2026 dispara prémios para 108 M$ e mira lucros acima de 300 M$

Grand Slam de Nova Iorque sobe 20% o prémio total, reforça contrato de transmissão e prepara remodelação do Arthur Ashe com 400 M$ privados.

31 ago 2026 • há 17 horas • Leitura original: Palco23 / Mundo Deportivo (Andrés Tomás)
US Open 2026 dispara prémios para 108 M$ e mira lucros acima de 300 M$ — Palco23 / Mundo Deportivo (Andrés Tomás)

O que aconteceu

  • O US Open 2026 arrancou em Nova Iorque com prémios recorde de 108 milhões de dólares, um aumento de 20% face a 2025. Os campeões dos quadros masculino e feminino receberão 5,5 M$ cada, mantendo a igualdade de distribuição. A organização
  • a Federação de Ténis dos Estados Unidos (USTA)
  • persegue lucros acima dos 300 M$ e receitas próximas ou acima dos 559 M$ de 2025, apoiada num acordo nacional de transmissão com a ESPN até 2037.

Por Que Importa

  • Aumento de 20% no prémio total pressiona os restantes Grand Slams a reverem a partilha de receitas com jogadores, após críticas de ATP e WTA sobre a baixa fatia dos atletas noutros torneios.
  • O contrato de direitos nacionais com a ESPN, avaliado em 2.040 M$ até 2037 (c. 170 M$/ano), assegura previsibilidade de caixa e eleva a concorrência por audiências no final do verão norte-americano.
  • Meta de >300 M$ em lucros e >559 M$ em receitas sinaliza forte retorno do investimento (ROI) para a USTA, mas depende de manter a procura e mitigar constrangimentos de experiência in loco.
  • Patrocínios de 31 marcas e um portefólio premium (Rolex, Polo Ralph Lauren, American Express, J.P. Morgan, Chase, Emirates, Evian, entre outras) diversificam a base de receitas e valorizam ativos como costas da camisola e ativações no recinto.

Números

  • Prémios por fase: finalistas 2,8 M$; meias-finais 1,45 M$; quartos-de-final 780.000 $; entrada nos quadros principais: 140.000 € por atleta.
  • Assistência-alvo: quebrar o recorde de 1.154.562 espectadores em 15 dias (2025).
  • USTA (2025): 623,8 M$ em receitas, com o US Open a representar ~90%.

Contexto

  • O US Open foi pioneiro na igualdade de prémios entre géneros no ténis.
  • Contestação dos jogadores intensificou-se após Roland-Garros 2025: prémio total 61,7 M€ (+9,5%), mas apenas ~14% do gerado foi para atletas, abaixo dos ~22% típicos em ATP e WTA.

E agora?

  • A USTA procura financiamento privado de 400 M$ para remodelar o Arthur Ashe (mais zonas VIP, conclusão prevista para 2027), sem aumentar a lotação.
  • Relatos de sobrelotação e desconforto (New York Times, Sports Illustrated) obrigam a reconfigurar fluxos e serviços para proteger receita por adepto e patrocínios.

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