FIFA valida modelo da CazéTV no Mundial 2026 e afasta conflito com a LiveMode
Diretor de negócios Romy Gai destaca alcance entre jovens no Brasil, defende sublicenças com Globo/SBT/NSports e diz que publicidade de apostas é decisão dos media
O que aconteceu
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) defendeu, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o modelo de transmissão online adotado no Brasil para o Mundial de 2026: a CazéTV (plataforma de transmissão online, ou streaming) operada em articulação com a LiveMode, detentora dos direitos no país. Romy Gai, diretor de negócios da entidade, afirmou que a relação entre LiveMode e CazéTV não configura conflito de interesses, elogiou o alcance junto a públicos mais jovens e sublinhou que a estratégia combinou sublicenças para Globo, SBT e NSports. Sobre publicidade de apostas, disse que é responsabilidade dos próprios meios.
Por Que Importa
- Consolida-se um modelo híbrido (plataforma digital + TV aberta/cabo por sublicença) para maximizar alcance e receitas publicitárias no maior mercado latino-americano.
- A validação pública da FIFA reduz risco regulatório e contratual para futuras negociações com operadores que acumulam direitos e distribuição.
- O foco em audiências jovens via CazéTV reforça a migração de investimento para plataformas digitais, com potencial de custo por mil (CPM) competitivo face à TV.
- A FIFA distancia-se das apostas na publicidade local, transferindo o ónus de conformidade para os meios, enquanto mantém a sua própria due diligence em patrocínios globais.
Contexto
- A LiveMode adquiriu direitos de várias competições da FIFA desde 2022 e explorou-os total ou parcialmente na CazéTV, com aprovação da entidade.
- No Mundial 2026 no Brasil, o pacote combinou CazéTV e sublicenças para Globo, SBT e NSports, estratégia apontada como determinante para o aumento de alcance (números de audiência específicos não divulgados).
- O Ministério da Justiça no Brasil investiga a publicidade de apostas; a FIFA afirma não intervir nas decisões comerciais dos veículos.
E agora?
- Para o Mundial 2030, a FIFA indica que nenhum grupo tem vantagem; o formato de venda ainda será definido e todos os interessados passarão por análise de conformidade.
- O caso brasileiro é citado pela entidade como referência do potencial do streaming, mas as próximas estratégias serão customizadas por mercado.