Apollo, CVC e Oaktree de olho na nova empresa dos direitos da Primeira Liga
Centralização a partir de 2028 acelera interesse de fundos; Liga prepara leilões e pode elevar receitas televisivas até €300M (estimativa)
O que aconteceu
A Apollo Global Management, a CVC Capital Partners e a Oaktree Capital Management manifestaram interesse em adquirir uma participação na futura subsidiária da Liga Portugal que concentrará os direitos comerciais e de transmissão dos jogos da Primeira Liga (e Segunda Liga) a partir de 2028. A informação foi avançada pela Bloomberg; representantes dos fundos e da Liga não comentaram. A venda de uma participação exige aprovação de todos os clubes.
Por Que Importa
- Centralização dos direitos poderá aumentar as receitas televisivas anuais para até €300 milhões no melhor cenário, versus cerca de €195 milhões atuais (estimativa Morningstar DBRS).
- Entrada de capital de fundos de investimento pode antecipar fluxos para clubes e financiar produção, internacionalização e tecnologia de emissão/transmissão.
- Modelo centralizado reforça o poder negocial da Liga em leilões nacionais e internacionais, potencialmente elevando o preço por pacote e a estabilidade contratual.
- Necessidade de aprovação unânime dos clubes é um risco de execução e pode condicionar a avaliação e os termos de governance.
Contexto
- Após anos de negociações, a Liga Portugal avançou para um modelo de venda "em bloco", substituindo os contratos individuais por clube.
- A consultora Oakvale apoia a preparação de leilões para: produção de jogos, direitos de transmissão nacionais e direitos internacionais, cobrindo as duas ligas profissionais.
Números
- Receitas anuais atuais de direitos televisivos: cerca de €195M.
- Cenário alto projetado pela Morningstar DBRS: até €300M/ano (não garantido).
- Participação a vender na nova empresa: valores e percentagem não divulgados.
E agora?
- Lançamento dos leilões de produção e de transmissão, com definição de pacotes e critérios de atribuição.
- Negociação com clubes para aprovação formal da alienação de participação na subsidiária.
- Definição do calendário de transição contratual até 2028 e estratégia de distribuição internacional para maximizar retorno do investimento (ROI).