Clubes aprovam modelo de distribuição para a centralização dos direitos televisivos com 80% dos votos

Assembleia Geral valida a chave proposta pela Liga Centralização: 90% para a Liga, 10% para a Liga 2; resultados desportivos pesam 57,5%.

8 jun 2026 • 14:42 • Leitura original: A Bola
Clubes aprovam modelo de distribuição para a centralização dos direitos televisivos com 80% dos votos — A Bola

O que aconteceu

A Assembleia Geral da Liga Centralização aprovou, com 80% dos votos, a chave de distribuição dos futuros direitos televisivos centralizados. O recurso do Nacional para votar, em simultâneo, uma alternativa própria foi chumbado por falta de apoio de outras SAD. O modelo, apresentado numa cimeira de presidentes em dezembro de 2025, define que 90% do montante vai para os clubes da Liga e 10% para a Liga 2, com aplicação plena a partir de 2028/29, quando a centralização entrar em vigor por decreto governamental (2021).

Por Que Importa

  • Traz previsibilidade de receitas antes do concurso de venda dos direitos, facilitando planeamento de orçamento e negociação com patrocinadores e financiadores.
  • O peso de 57,5% para resultados desportivos torna a performance competitiva o principal fator da distribuição.
  • A distribuição igualitária representa 20%, enquanto os restantes 80% dependem de critérios ligados a resultados, dimensão social, produto audiovisual e infraestruturas.
  • Os critérios de dimensão social, com 17,5%, valorizam audiências, assistências e escolhas televisivas, premiando clubes com maior capacidade de gerar consumo e interesse.
  • Produto audiovisual e infraestruturas têm um peso reduzido, mas introduzem incentivos ligados à qualidade da transmissão, ocupação de bancada, conteúdos, relvado, iluminação e experiência de adepto.

Números

  • Liga: 90% do bolo.
  • Liga 2: 10% do bolo.
  • Distribuição igualitária: 20,0%.
  • Resultados desportivos: 57,5%.
  • Posição na tabela da época anterior: 24,44%.
  • Pontos conquistados na época anterior: 4,31%.
  • Classificação histórica entre a segunda e a quinta épocas anteriores: 11,50%.
  • Contribuição para o ranking UEFA entre a segunda e a sexta épocas anteriores: 17,25%.
  • Dimensão social: 17,5%.
  • Peso nas assistências da competição: 6,56%.
  • Audiências: 10,50%.
  • Picks televisivos: 0,44%.
  • Produto audiovisual: 3,0%.
  • Tier de transmissão: 1,50%.
  • Taxa de ocupação de bancada do Plano Master: 0,90%.
  • Opt-in de conteúdos: 0,60%.
  • Infraestruturas: 2,0%.
  • Relvado: 1,10%.
  • Iluminação: 0,60%.
  • Experiência de adepto: 0,20%.
  • Nível de serviço à imprensa: 0,10%.

Contexto

  • A centralização foi determinada em 2021 após memorando entre FPF e Liga Portugal. Desde 2028/29, os clubes deixam de negociar isoladamente os seus direitos audiovisuais.
  • O novo modelo procura criar uma chave comum antes da venda centralizada, reduzindo a fragmentação atual e estabelecendo critérios de repartição conhecidos antes da negociação com operadores e plataformas.
  • A composição da chave mostra uma opção clara por um modelo fortemente assente no desempenho desportivo. Mais de metade da distribuição depende de resultados recentes, pontuação, histórico competitivo e contributo europeu.

E agora?

  • Segue-se a definição do processo de venda (possível pedido de propostas – RFP) e dos pacotes para operadores e plataformas de transmissão online (explicação: serviços de vídeo pela Internet). Valores finais não divulgados e dependentes de negociação/concorrência.

Nota editorial

Uma versão anterior deste artigo apresentava uma repartição incorreta dos critérios da chave aprovada. O texto foi atualizado para refletir os pesos corretos: 20,0% de distribuição igualitária, 57,5% de resultados desportivos, 17,5% de dimensão social, 3,0% de produto audiovisual e 2,0% de infraestruturas.

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