Clubes aprovam modelo de distribuição para a centralização dos direitos televisivos com 80% dos votos

Assembleia Geral valida a chave proposta pela Liga Centralização: 90% para a Liga, 10% para a Liga 2; mérito desportivo pesa 44,2%.

8 jun 2026 • há 3 horas • Leitura original: A Bola
Clubes aprovam modelo de distribuição para a centralização dos direitos televisivos com 80% dos votos — A Bola

O que aconteceu

A Assembleia Geral da Liga Centralização aprovou, com 80% dos votos, a chave de distribuição dos futuros direitos televisivos centralizados. O recurso do Nacional para votar, em simultâneo, uma alternativa própria foi chumbado por falta de apoio de outras SAD. O modelo, apresentado numa cimeira de presidentes em dezembro de 2025, define que 90% do montante vai para os clubes da Liga e 10% para a Liga 2, com aplicação plena a partir de 2028/29, quando a centralização entrar em vigor por decreto governamental (2021).

Por Que Importa

  • Traz previsibilidade de receitas antes do concurso de venda dos direitos, facilitando planeamento de orçamento e negociação com patrocinadores e financiadores.
  • Peso de 44,2% para mérito desportivo cria incentivos competitivos e pode aumentar o retorno do investimento (ROI) em performance e formação.
  • Critérios de audiências e assistências (17,6%) e condições de transmissão estimulam investimento em estádios, produção e marketing, com impacto direto em receitas de dia de jogo e de transmissão.
  • Introduz um mecanismo de teto: acima de €250M, metade do excedente até €275M reforça os três clubes com maior contribuição para o ranking da UEFA, preservando competitividade internacional.

Números

  • Liga: 90% do bolo; Liga 2: 10%.
  • Liga (5 critérios): 44,2% mérito desportivo; 33,2% partes iguais; 17,6% assistências e audiências; ~3% condições de transmissão; 1% qualidade de relvados/iluminação/infraestruturas media.
  • Cláusula de excedente: acima de €250M, até €275M metade do extra vai aos 3 melhores no ranking UEFA; restante segue os critérios gerais.

Contexto

  • A centralização foi determinada em 2021 após memorando entre FPF e Liga Portugal. Desde 2028/29, os clubes deixam de negociar isoladamente.
  • Exemplo do modelo atual: o Benfica renovou com a NOS por €104,6M para 2026/27 e 2027/28, ilustrando as assimetrias do regime individual.

E agora?

  • Segue-se a definição do processo de venda (possível pedido de propostas – RFP) e dos pacotes para operadores e plataformas de transmissão online (explicação: serviços de vídeo pela Internet). Valores finais não divulgados e dependentes de negociação/concorrência.

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