Cole Palmer regista marca da celebração “Cold Palmer” para reforçar ativos de marca pessoais
O avançado do Chelsea protegeu a sua celebração como marca registada, consolidando controlo comercial sobre imagem e merchandising antes do Mundial.
O que aconteceu
Cole Palmer, avançado do Chelsea e internacional inglês, registou como marca a sua celebração “Cold Palmer”, com apoio dos advogados Carol Couse e Alex Newman (Mills & Reeve) e do consultor de marca Dan French. O movimento visa proteger os seus “ativos de marca pessoais” e controlar utilizações comerciais não autorizadas, num contexto em que a notoriedade do jogador aumentou após o Euro 2024 e o Mundial de Clubes.
Por Que Importa
- Proteção de receita: a marca registada permite licenciar merchandising, campanhas publicitárias e ativações, e atuar contra usos não autorizados que diluam o valor comercial.
- Estratégia de valorização: a gestão de ativos intangíveis (imagem, gestos, alcunhas) torna-se pilar do negócio dos atletas, alavancando cachets de patrocínio e cláusulas em contratos.
- Sinal ao mercado: clubes, marcas e agências enfrentam maior risco jurídico ao explorar celebrações/gestos sem licença, elevando custos de conformidade.
- Tendência regulatória e tecnológica: a proteção de imagem cruza-se com desafios como deepfakes e IA generativa, exigindo portfólios de propriedade intelectual mais robustos.
Contexto
- A celebração não foi criada originalmente por Palmer (inspirada em Morgan Rogers e popularizada na NBA por Trae Young), mas o registo assentou no critério de distintividade: o público associa hoje o gesto a Palmer, funcionando como “sinal de origem/controlo”.
- Tentativas falhadas existem: o Liverpool não conseguiu registar “Liverpool” em 2019, ilustrando limites quando falta distintividade ou há interesse público amplo.
- Disputas de marca homónima: relatou-se fricção com a adega francesa Chateau Palmer sobre o uso de “Cold Palmer” (desfecho não confirmado), um risco típico em expandir classes de registo.
Entre Linhas
- O “timing” é crítico: registar cedo evita que terceiros capitalizem a notoriedade e reduz custos legais futuros.
- Clubes e jogadores tenderão a contratualizar melhor a exploração de celebrações e alcunhas (royalties, licenças cruzadas), impactando negociações de patrocínios e coleções cápsula.