LaLiga sobe o limite salarial agregado para 3.000 milhões após o mercado de inverno

O controlo económico da LaLiga atualizou os tetos de custo de plantel: Barcelona lidera a subida; Segunda também cresce cerca de 10%.

4 mar 2026 • há 5 horas • Leitura original: 2Playbook
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O que aconteceu

A LaLiga atualizou, após o fecho do mercado de inverno, os limites de custo de plantel desportivo (LCPD) para o futebol profissional espanhol, fixando o teto agregado em 3.000,1 milhões de euros (março de 2026), face aos 2.904,8 milhões de setembro de 2025. Na LaLiga EA Sports (Primeira Divisão), o agregado é de 2.779,7 milhões. O FC Barcelona aumenta de 351,3 M€ para 432,8 M€, impulsionado pela contabilização da venda de um pacote de lugares VIP (~100 M€). Também sobem Atlético de Madrid (para 336,3 M€), Athletic Club (para 132,1 M€) e várias outras equipas, enquanto Levante UD e Getafe CF recuam. Na LaLiga Hypermotion (Segunda Divisão), o teto conjunto cresce cerca de 10%, para 220,4 M€, com CD Leganés a liderar (para 19,7 M€) e UD Almería a triplicar a sua capacidade (para 10,5 M€).

Por Que Importa

  • Limites mais altos ampliam a capacidade de investimento em plantéis, influenciando salários, renovações e comissões de transferências.
  • A contabilização de receitas extraordinárias (ex.: lugares VIP) mostra como a engenharia de receitas pode desbloquear espaço salarial sem vendas de jogadores.
  • Estabilidade de clubes como Real Madrid (761,2 M€) e Villarreal CF (173,1 M€) preserva previsibilidade financeira e poder competitivo.
  • Na Segunda, a subida de ~10% reforça a atratividade e competitividade do escalão, potencialmente impactando audiências e patrocínios locais.

Números

  • Total profissional: 3.000,1 M€ (+95,3 M€ vs. set. 2025).
  • Primeira Divisão: 2.779,7 M€.
  • Destaques em alta: FC Barcelona 432,8 M€ (+81,5 M€); Atlético 336,3 M€ (+9,3 M€); Athletic 132,1 M€ (+6 M€); aumentos também em Deportivo Alavés (+6,8 M€), Valencia CF (+4,4 M€), CA Osasuna (+2,7 M€), Rayo (+1,9 M€), Girona (+1,5 M€), Real Oviedo (+1,7 M€), RCD Espanyol (+0,5 M€).
  • Destaques em baixa: Levante UD 17,4 M€ (de 35,5 M€), Getafe CF 34,8 M€; cortes no Real Betis (-3,8 M€ para 122,1 M€) e Elche CF (-3,6 M€ para 36,8 M€).
  • Estáveis: Real Madrid 761,2 M€, Sevilla FC 22,1 M€, Real Sociedad 128,2 M€, Villarreal CF 173,1 M€, RC Celta 91,1 M€.
  • Segunda Divisão: 220,4 M€; em alta CD Leganés 19,7 M€, UD Almería 10,5 M€; melhorias em RC Deportivo, Real Racing, UD Las Palmas, Real Zaragoza, Albacete, FC Andorra, Cultural Leonesa, CD Castellón, AD Ceuta, Córdoba CF; quedas em Sporting de Gijón, SD Huesca, Burgos CF; estáveis Cádiz, CD Mirandés, Real Valladolid, Granada, SD Eibar, Málaga.

Entre Linhas

  • A metodologia da LaLiga para o LCPD continua a premiar receitas recorrentes e extraordinárias e a penalizar riscos de tesouraria; a execução de vendas planeadas (caso Levante) continua crítica para manter folga orçamental.

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