M&A no futebol atinge máximo em 2025, impulsionado por aquisições maioritárias e capital dos EUA
Foram concluídos 78 negócios em 2025 (mais 26% vs. 2024), com investidores dos EUA presentes em mais de metade das transações e um salto no investimento no futebol feminino.
O que aconteceu
A atividade de fusões e aquisições (M&A) no futebol europeu atingiu em 2025 o nível mais alto desde que o M&A Tracker da Off The Pitch acompanha o mercado: 78 negócios, face a 62 em 2024. O crescimento foi puxado por aquisições maioritárias, pela expansão de grupos de multi‑club ownership (propriedade multi‑clube, MCO) e pelo reforço do capital dos Estados Unidos (40 em 78 negócios). O ano também registou mais operações no futebol feminino.
Por Que Importa
- Maior controlo: aquisições maioritárias dão alinhamento estratégico e aceleração de planos desportivos e comerciais nos ecossistemas MCO.
- Origem do capital: investidores dos EUA continuam a liderar o fluxo de operações, sustentando avaliações e liquidez do mercado europeu.
- Feminino em ascensão: mais negócios em equipas femininas ampliam o mix de ativos e atraem novos perfis de investidores.
- Regulação no radar: a proliferação de MCO pressiona reguladores a clarificar governança e elegibilidade competitiva.
Números
- 78 negócios em 2025 vs. 62 em 2024 (+26%).
- 40/78 envolveram capital dos EUA (>50%).
- Valor médio de transação em 2025: €113M, inflacionado pela compra de 55% do Atlético de Madrid pela Apollo (avaliação ~€1,4B). Em 2024, média de €43,9M; maior negócio: Friedkin 99% do Everton por €450M.
- Em 2023, média €154M, mas €82,2M excluindo Manchester United, ilustrando dispersão por tamanho de operações.
Contexto
- Casos ilustrativos dos EUA: investimento de Woody Johnson no Crystal Palace; entrada de Andrew Cavenagh e dos San Francisco 49ers no Rangers; ALK Capital no Espanyol (complementando Burnley); e o marco da Apollo no Atlético de Madrid.
- Futebol feminino: movimentos em Everton Women, Aston Villa Women, Chelsea Women e Montpellier Women; surgimento de grupos MCO dedicados ao segmento.
E agora?
- Tendência prevista para 2026: mais diversificação por geografias, divisões e estruturas, incluindo maior foco no feminino.
- Espanha/La Liga apontadas como alvo atrativo: regulação financeira forte, acesso às competições da UEFA, incremento de receitas de transmissão (+9%) e avaliações mais baixas face à Premier League. CVC e a rota para 2030 reforçam o apelo.
- Real Madrid prepara abertura de capital até 10% a investidores externos — potencial viragem estrutural no mercado espanhol (detalhes não confirmados sobre calendário/avaliação).