Crise na Ligue 1: saída no topo da LFP Media e quatro clubes pedem reforma de governação

FIFA atribui os direitos do Mundial 2026 à beIN Sports, fragiliza a plataforma Ligue 1+ e reacende disputa interna no futebol francês.

16 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza (Matteo Spaziante)
Crise na Ligue 1: saída no topo da LFP Media e quatro clubes pedem reforma de governação — Calcio e Finanza (Matteo Spaziante)

O que aconteceu

A FIFA atribuiu os direitos televisivos do Mundial 2026 em França à beIN Sports, deixando de fora a Ligue 1+, plataforma direta ao consumidor lançada pela Ligue de Football Professionnel (LFP) via LFP Media. Na sequência, Nicolas de Tavernost apresentou a demissão “irrevogável” da liderança da LFP Media, e quatro clubes da Ligue 1 — Olympique de Marseille, RC Lens, Stade Rennais e Le Havre — publicaram um apelo a uma reforma profunda da governação do futebol profissional francês.

Por Que Importa

  • Perda de um evento âncora: sem o Mundial 2026, a Ligue 1+ perde um motor de aquisição de assinantes e de notoriedade, dificultando o retorno do investimento (ROI) do projeto direto ao consumidor.
  • Receitas audiovisuais sob pressão: a exclusão reabre a fragilidade do modelo de direitos domésticos da Ligue 1 e pode agravar o fosso de receitas face às ligas rivais europeias.
  • Risco de fragmentação institucional: a saída do líder da LFP Media e o apelo público de quatro presidentes expõem falta de alinhamento estratégico, com impacto na negociação de direitos, patrocínios e política comercial.
  • Exposição jurídica e reputacional: a LFP optou por não avançar com ação contra a FIFA, sinalizando contenção de risco, mas ficando sem uma via imediata de compensação (valores não divulgados).

Contexto

  • A Ligue 1+ foi criada após ciclos difíceis de venda de direitos, para recentrar a distribuição em torno dos clubes e controlar a relação com o adepto. Terá superado 1 milhão de assinantes, mas mostrava desaceleração nos últimos meses.
  • O Paris Saint-Germain rejeitou publicamente qualquer interferência na decisão dos direitos do Mundial, lembrando que a gestão cabe à LFP Media, criada para mitigar conflitos de interesse.

E agora?

  • Reforma em agenda: Marselha, Lens, Rennes e Le Havre pedem um modelo mais profissional e transparente, com regras claras e mecanismos de controlo reforçados, para acelerar decisões e competir na Europa.
  • Estratégia de conteúdos: sem o Mundial, a LFP terá de reequacionar o portefólio de direitos da Ligue 1+, parcerias de distribuição e política de preços para estancar churn e sustentar crescimento.
  • Liderança em transição: a substituição de de Tavernost será crítica para recuperar confiança dos clubes e estabilizar a execução comercial da LFP Media.

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