Puma lidera fornecimento de equipamentos na Série A do Brasileirão 2026
Acordo com o Fluminense coloca a marca à frente de adidas e Umbro; Nike cresce com Atlético-MG e Vasco
O que aconteceu
O Brasileirão 2026 arranca esta quarta-feira (28) com novo calendário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e um realinhamento no mercado de equipamentos: a Puma passa a liderar entre as fornecedoras na Série A, impulsionada pelo novo contrato com o Fluminense. A marca junta o Tricolor a Palmeiras, Red Bull Bragantino e Bahia, somando quatro clubes. Nike expande para três (Corinthians, Atlético-MG e Vasco), enquanto a adidas recua para três (Flamengo, Cruzeiro e Internacional). Umbro mantém três após perder o Fluminense e ver o rebaixamento do Sport, mas ganha o Athletico-PR.
Por Que Importa
- Redistribuição de patrocínios altera exposição de marca e retorno do investimento (ROI): a Puma eleva a sua quota de visibilidade na principal liga do Brasil, com impacto direto em vendas de merchandising e audiências de transmissão.
- Contratos plurianuais estabilizam receitas dos clubes: vínculos como o do Corinthians com a Nike (iniciado em 2003 e renovado até 2035) funcionam como âncoras de caixa e planeamento de longo prazo.
- Concorrência acirrada pressiona condições comerciais: perdas da adidas (saída do Atlético-MG) e da Umbro (saída do Fluminense) tendem a elevar bónus por performance e percentagens sobre vendas nos próximos ciclos.
- Promoções e descidas alteram a carteira das marcas: mudanças de divisão influenciam cláusulas, gatilhos de valores e alocação de orçamento entre clubes.
Números
- Puma: 4 clubes (Palmeiras, Red Bull Bragantino, Bahia, Fluminense)
- Nike: 3 clubes (Corinthians, Atlético-MG, Vasco)
- adidas: 3 clubes (Flamengo, Cruzeiro, Internacional)
- Umbro: 3 clubes (Grêmio, Santos, Athletico-PR)
- Volt: 2 clubes (Remo e mais 1; Fortaleza desceu)
- New Balance: 1 (São Paulo)
- Reebok: 1 (Botafogo)
- Diadora: 1 (Coritiba)
- Athleta: 1 (Mirassol)
- Kappa: 1 (Chapecoense; trocou o Vasco)
Entre Linhas
- Valores contratuais e percentagens de royalties não foram divulgados (valores não divulgados), dificultando comparar a escala financeira entre marcas.
- O novo calendário da CBF (quatro anos) pode favorecer negociações com janelas mais previsíveis, reduzindo risco para fornecedores.