Chefe da WSL defende investimento paciente: “décadas, não anos”

Nikki Doucet, líder da liga feminina inglesa, diz que a sustentabilidade exigirá capital de longo prazo e disciplina comercial, com foco em receitas próprias e direitos de média

26 jan 2026 • 09:50 • Leitura original: desconhecida
Chefe da WSL defende investimento paciente: “décadas, não anos” — desconhecida

O que aconteceu

A diretora‑executiva da Women’s Super League (WSL), Nikki Doucet, afirmou que o crescimento do futebol feminino em Inglaterra precisa de horizonte de investimento de décadas, e não de anos. Em entrevistas recentes em Londres, Doucet sublinhou a prioridade em construir receitas recorrentes — bilhética, patrocínios e direitos de transmissão — em vez de depender de subsídios dos clubes masculinos.

Por Que Importa

  • A WSL procura tornar‑se autossustentável, reduzindo a dependência de orçamentos dos clubes da Premier League; isso reconfigura a estrutura de custos e a forma de medir retorno do investimento (ROI).
  • Direitos de emissão/transmissão e acordos comerciais são o principal motor de valorização; contratos de multi‑ano dão previsibilidade para planeamento e captação de talento.
  • O apelo a “capital paciente” protege contra ciclos de investimento oportunista que inflacionam salários sem base de receitas, mitigando risco de défices estruturais.
  • Uma estratégia de longo prazo pode atrair novos patrocinadores com baixa exposição reputacional, interessados em audiências em crescimento e demografia jovem.

Contexto

  • O futebol feminino inglês tem registado quebras de recordes de assistência e maior visibilidade televisiva, mas muitos clubes ainda operam com valores não divulgados de perdas cobertas pelas estruturas masculinas.
  • A WSL tem reforçado governação e profissionalização, preparando renegociação de direitos domésticos e internacionais (calendário exato não confirmado).

Números

  • Bilhética e hospitalidade em jogos de topo têm vindo a crescer a dois dígitos ano‑sobre‑ano (percentagens específicas não confirmadas).
  • Patrocínios título e de camisola no feminino continuam a fechar abaixo dos equivalentes masculinos, mas com CPM (custo por mil) competitivo em plataformas digitais.

E agora?

  • A liga irá privilegiar contratos comerciais de longo prazo e métricas partilhadas de audiência para provar impacto a patrocinadores.
  • Clubes são incentivados a investir em estádios adequados, calendário de jogos “prime time” e dados de adeptos para ampliar receita média por adepto.
  • Próxima janela de direitos de transmissão poderá incluir um pacote mais flexível para plataformas de transmissão online e operadores tradicionais (detalhes não confirmados).

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