Chelsea prolonga ausência de patrocinador principal para maximizar valor — risco calculado pode render mais de €86 M/ano
Clube mantém a frente da camisola livre enquanto negoceia um acordo alinhado com tecnologia/serviços financeiros; receita comercial fica aquém dos rivais, mas Stamford Bridge e retalho ajudam a mitigar impacto.
O que aconteceu
O Chelsea continua sem patrocinador na frente da camisola em 2025-26, após parcerias curtas com Infinite Athlete (2023-24) e DAMAC (7 jogos no fim de 2024-25). Fontes do clube indicam conversas ativas com várias marcas — incluindo uma negociação que estagnou mas prossegue — e expectativa de fechar um acordo até ao fim da época. A Deloitte aponta receitas comerciais de €230,8 M (£201 M) em 2024-25, mais de €68,9 M (£60 M) abaixo de Liverpool, Manchester City, Arsenal, Manchester United e Tottenham. Como referência de mercado, o patrocínio frontal do Manchester United com a Snapdragon vale cerca de €86,1 M (US$75 M) por época.
Por Que Importa
- Sem patrocinador frontal, o Chelsea abdica de receita anual potencial de referência próxima de €86 M, pressionando o curto prazo para tentar um contrato acima da sua “perceção de valor”.
- A estratégia visa um parceiro “certo” e de alto encaixe (tecnologia/serviços financeiros), com possíveis sinergias em dados, adepto digital e crescimento de base global — não apenas dinheiro.
- O atraso tem custo de oportunidade, mas o clube tenta compensar com hospitalidade (novas Millennium Suites em Stamford Bridge), retalho, bilhética, acordos secundários (manga com FPT até final da época) e nomeação do centro de treinos (modelo semelhante ao Arsenal).
- Com a proibição de casas de apostas na frente da camisa a partir da próxima época, o Chelsea afasta-se desse setor e reforça um posicionamento de baixa exposição reputacional.
Contexto
- Último acordo de longo prazo terminou com a Three em 2022-23; antes, ciclos estáveis com Yokohama Tyres e Samsung. Desde então, lacunas sem marca na frente.
- Fontes admitem que a inconsistência desportiva pós-2022 afetou a atratividade; a equipa voltou à Liga dos Campeões e venceu a Liga Conferência e o Mundial de Clubes (prémios superiores a €96,4 M (£84 M)).
- Reestruturação comercial: Todd Kline (presidente comercial desde 09/2025) lidera a procura do novo parceiro.
Números
- Receita comercial 2024-25: €230,8 M (£201 M) — atrás dos cinco rivais ingleses de topo por >€68,9 M (£60 M).
- Referência de mercado: Manchester United–Snapdragon a €86,1 M (US$75 M)/ano.
E agora?
- Duas vias em cima da mesa: acordo curto até final da época ou contrato multianual — dependente de termos financeiros e estratégicos “certos”.
- Clube confia em atingir metas comerciais 2025-26, com melhorias em bilhética, hospitalidade, digital e retalho; patrocínio de manga multianual para 2026 em desenvolvimento.