Monchi assume presidência do C.D. San Fernando 1940 e relança clube após colapso do projeto anterior

Ex-diretor do Aston Villa troca a Premier League por um projeto local, profissionaliza a gestão e capitaliza o apelo popular para reconstruir a marca San Fernando

13 jan 2026 • 08:36 • Leitura original: Panenka (Emilio Valenzuela)
Monchi assume presidência do C.D. San Fernando 1940 e relança clube após colapso do projeto anterior — Panenka (Emilio Valenzuela)

O que aconteceu

Monchi (Ramón Rodríguez Verdejo) tornou-se presidente do C.D. San Fernando 1940, novo clube que sucede à extinção do San Fernando C.D., após descida e abandono do anterior grupo investidor oriundo dos Emirados Árabes Unidos. O dirigente deixou a direção desportiva do Aston Villa (Inglaterra) no verão, reuniu uma equipa fundadora com René Ramos, Alejandro Rodríguez e Sergio Ramos, e iniciou a reconstrução do projeto a partir da Tercera División Andaluza, com forte adesão local no Estádio Iberoamericano.

Por Que Importa

  • Reposicionamento de marca: o nome “C.D. San Fernando 1940” recupera a herança do clube original, reforçando identidade e fidelização de adeptos, um ativo crítico para receitas futuras de bilhética, merchandising e patrocínios.
  • Governança e profissionalização: Monchi transpõe práticas de gestão de elite para um contexto semi-amador, reduzindo risco operacional e aumentando a atratividade para parceiros comerciais.
  • Capital relacional: a ligação de Monchi e a participação de René e Sergio Ramos ampliam a exposição mediática e abrem portas a acordos comerciais e eventos, com potencial de monetização regional e digital.
  • Rutura com investimentos voláteis: a saída do anterior grupo dos Emiratos sublinha os riscos de propriedade distante; o novo modelo aposta em enraizamento local e transparência para sustentabilidade.

Contexto

  • O San Fernando C.D. foi dissolvido em 2024 (não confirmado), após descida e incumprimento de promessas do investidor estrangeiro. A cidade já viveu várias refundações desde 2009.
  • Em termos de audiência, o novo clube regista assistências no Estádio Iberoamericano superiores às médias de clubes da Primeira RFEF, evidenciando demanda reprimida e margem para crescimento de receitas em divisões superiores.

E agora?

  • Monetização imediata: foco em bilhética, quotas de sócio e patrocínios locais/regionalistas, com possíveis ativações associadas à figura pública de Monchi e de Sergio Ramos.
  • Escalonamento competitivo: subida de patamar exigirá investimento faseado em infraestrutura, formação e compliance regulatório da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), preservando o equilíbrio orçamental.
  • Estratégia de mídia: reforçar presença digital e parcerias de transmissão (plataformas de transmissão online) a nível regional para aumentar alcance e CPM (custo por mil) em ativos publicitários.

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