Sindicato dos futebolistas italianos perde metade da quota nos cromos da Serie A
A Lega Serie A reduziu a quota da AIC de 50% para 25% depois de os clubes passarem a recolher os direitos de imagem dos jogadores.
O que aconteceu
A Associazione Italiana Calciatori (AIC), o sindicato dos futebolistas italianos, recebe agora 25% das receitas dos cromos da Serie A, contra 50% anteriormente, segundo a Gazzetta dello Sport, citada pela Calcio e Finanza a 7 de novembro. A quota do sindicato passou de 6,25 M€ para 2,75 M€. O presidente da AIC, Umberto Calcagno, garante que a quebra não vai afetar os serviços aos jogadores e que a associação já procura novas fontes de receita.
Por Que Importa
- Desde 2012, a Lega Serie A e a AIC dividiam a meio as receitas dos cromos, que chegaram a 12,5 M€ por época. Em 2024, os clubes começaram a recolher diretamente as assinaturas dos jogadores e hoje cobrem cerca de 80% dos futebolistas do campeonato.
- No mesmo período, a Lega assinou um novo acordo com a Panini, que inclui o patrocínio do prémio de melhor jogador em campo (Man of the Match). A AIC ficou de fora numa primeira fase e o seu logótipo não apareceu na caderneta de 2024-25.
- Depois de meses de tensão e de disputas em tribunal, as partes fecharam um acordo até 2030 que dá à AIC 25% das receitas.
Números
- A gestão dos direitos de imagem deu à AIC Service, a sociedade comercial do sindicato, 31,6 M€ de lucros em dez anos; 70% dos lucros passam para a AIC em dividendos.
- As receitas da AIC Service passaram de 5,4 M€ em 2010 para 11,4 M€ em 2022. As últimas contas mostram 10,7 M€ de receitas, que incluem duas épocas por causa do fim da disputa com a Lega, 5,1 M€ de custos e um lucro de cerca de 4 M€.
- Parte das receitas vem da cedência à FIFPRO dos direitos de imagem para videojogos. Em 2025, 28% das receitas vieram do estrangeiro.