Avram Glazer afirma que o poder comercial do Manchester United não depende dos resultados desportivos
Em conferência do Deutsche Bank, o coproprietário comparou o clube aos New York Yankees e Dallas Cowboys; os números comerciais mostram estagnação recente.
O que aconteceu
Avram Glazer, coproprietário do Manchester United, defendeu numa conferência de investimento do Deutsche Bank, em Londres, que clubes do nível do United não dependem do sucesso em campo para manter força comercial. Segundo fontes presentes no evento, que pediram anonimato, comparou o valor do clube ao dos New York Yankees e dos Dallas Cowboys, marcas globais mesmo sem títulos recentes. As declarações foram feitas em setembro e divulgadas a 5 de novembro de 2026.
Por Que Importa
- Glazer participou numa conferência com mais de 350 investidores e proprietários; fontes interpretam a presença como abertura a oportunidades de investimento.
- Um clube com receita comercial resistente aos resultados seria um ativo mais atrativo para investidores.
- A tese é a mesma que Ed Woodward defendeu em 2018, quando o clube registou £590 M (€707 M) de receita anual.
- Quem conhece o setor diz que, na prática, fechar acordos lucrativos é mais difícil em fases de queda desportiva.
Números
- Receita comercial: £152 M (€182 M) em 2012-13, £276 M (€331 M) em 2017-18 e £317 M (€380 M) em 2025-26, o que indica estagnação recente.
- Dívida financeira a junho de 2026: £689 M (€826 M), mais £52 M (€62 M) do que um ano antes.
- Dívida de curto prazo na linha de crédito renovável: £110 M (€132 M); foram usados mais £90 M (€108 M) líquidos entre julho e finais de setembro.
- Na lista Forbes de maio de 2026, o United surgiu em 3.º lugar, avaliado em US$7,2 mil milhões (conversão não disponível), atrás de Barcelona e Real Madrid; em 2025 era 2.º.
Entre Linhas
- O United acordou com a Amazon um valor superior a £10 M (€12 M) para gravar o documentário "All or Nothing", que o clube diz ser um recorde em direitos de acesso.
- Segundo a fonte, a situação financeira e a mudança de pessoal na gestão, após o investimento de Sir Jim Ratcliffe, motivaram a reavaliação de propostas antes recusadas.