Receitas comerciais já valem 49% da faturação dos clubes mais ricos, face a 32% em 2008/09
Análise da Deloitte mostra que a quota das receitas de transmissão (incluindo distribuições da UEFA) desceu de 42% para 32% da faturação dos 10 clubes mais ricos, sem que isso prove uma queda em valor absoluto
O que aconteceu
Segundo uma análise da Deloitte, entre 2008/09 e 2024/25 a quota das receitas comerciais na faturação dos 10 clubes mais ricos subiu de 32% para 49%. A quota das receitas de transmissão (incluindo distribuições da UEFA) desceu de 42% para 32%, e a de bilheteira e dia de jogo passou de 27% para 19%. O Real Madrid faturou 1,12 mil milhões de euros em 2024/25, dos quais 594 milhões de euros em receitas comerciais.
Por Que Importa
- Nos clubes de topo, as receitas de transmissão (incluindo distribuições da UEFA) e de dia de jogo pesam hoje menos na faturação, enquanto ganham peso a venda de produtos, experiências, licenças e parcerias.
- As receitas comerciais do Real Madrid chegariam, por si só, para entrar no top 10 da Football Money League.
- Para os clubes classificados entre o 11.º e o 20.º lugar, a transmissão ainda vale 49% das receitas, contra 32% nos dez primeiros.
- Crescer em receitas comerciais não garante melhores resultados se os custos de marketing, pessoal, lojas ou logística forem excessivos.
Números
- Na Football Money League 2026 (20 clubes), as receitas comerciais atingiram 5,3 mil milhões de euros e foram a maior componente pelo terceiro ano consecutivo.
- As receitas de transmissão dos 20 clubes cresceram 10%, ajudadas pelas competições da UEFA e pelo Mundial de Clubes da FIFA; nos dez clubes participantes no Mundial, a Deloitte estima um aumento de 17%.
- Em 2024/25, o Milan obteve cerca de 40 milhões de euros em merchandising e o Inter 29 milhões de euros.
- A Serie A gerou cerca de 3 mil milhões de euros: 1,5 mil milhões em transmissão, 1 mil milhão em receitas comerciais e 500 milhões em dia de jogo.
Entre Linhas
- Os dados são percentagens da faturação: a descida de 42% para 32% não demonstra, por si só, uma queda das receitas de transmissão em termos absolutos.
- A fonte indica que o total de Inter, Milan e Juventus não alcança as receitas comerciais do Real Madrid.
- No caso da Juventus, o acordo com a Fanatics alterou a contabilização das atividades comerciais e reduziu alguns custos operativos internos.
- A fonte aponta três prioridades à Serie A: vender melhor as marcas, valorizar os estádios e converter notoriedade internacional em clientes.