Inquérito aponta para mais conteúdos criados com inteligência artificial no desporto, apesar das críticas dos adeptos
Entre mais de 200 responsáveis do sector, 40% dizem que as suas organizações já usam a tecnologia na produção de conteúdos e 24% planeiam começar nos próximos 12 meses.
O que aconteceu
Um inquérito da Front Office Sports e da Teamworks a mais de 200 responsáveis de organizações desportivas concluiu que 40% já usam inteligência artificial (IA) para criar conteúdos ou produzir materiais para os meios de comunicação. Outros 24% planeiam fazê-lo nos próximos 12 meses, apesar das críticas de adeptos a imagens e publicações alteradas ou geradas com a tecnologia. O levantamento abrange várias modalidades; não apresenta resultados específicos para o futebol.
Por Que Importa
- Para os clubes de futebol, a produção de conteúdos e a relação com os adeptos são áreas em que a IA pode ganhar espaço, mas os dados do inquérito não permitem medir a sua adoção no futebol.
- A reação negativa a conteúdos visuais alterados mostra um risco para a confiança dos adeptos, relevante para a comunicação dos clubes e dos seus parceiros comerciais.
- O custo dos sistemas e o retorno do investimento continuam a pesar nas decisões, segundo os responsáveis ouvidos.
Contexto
- Entre as organizações profissionais abrangidas, 45% já usam IA para conteúdos. No desporto universitário, a proporção é de 29%.
- A basquetebolista Caitlin Clark criticou uma publicação da sua equipa, Indiana Fever, em que a sua mão surgia visivelmente alterada. Uma fonte conhecedora do caso atribuiu o erro à utilização de uma ferramenta de IA para combinar duas imagens.
Entre Linhas
- O levantamento indica uma tendência no sector desportivo, não uma decisão ou investimento anunciado por clubes de futebol. Não divulga valores de investimento nem resultados financeiros associados à produção de conteúdos com IA.