FIFPRO: 59% das futebolistas ponderam sair mais cedo por razões financeiras

Estudo com 800 atletas aponta salários em atraso, apoio insuficiente nos clubes e dificuldades de saúde mental, apesar do crescimento do futebol feminino.

13 out 2026 • há 2 horas • 1 min de leitura • Leitura original: Jornal de Notícias
FIFPRO: 59% das futebolistas ponderam sair mais cedo por razões financeiras — Jornal de Notícias
Foto: Jean-Christophe Bott / EPA

O que aconteceu

Um estudo da Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPRO), divulgado em 12 de outubro e que inclui Portugal, aponta uma distância entre o crescimento do futebol feminino e as condições de trabalho das atletas. Entre as 800 futebolistas entrevistadas, 59% admitiram antecipar a saída da modalidade por razões financeiras e 24% relataram salários em atraso nas duas últimas épocas.

Por Que Importa

  • O salário mensal médio pago pelos clubes às futebolistas terá triplicado desde o primeiro estudo, em 2017, para 2 237 euros, mas a FIFPRO considera que os benefícios não chegam de forma equitativa às jogadoras.
  • 47% afirmaram que os seus clubes não dispõem de uma equipa de apoio suficiente, uma lacuna nas condições de trabalho que acompanha a expansão da modalidade.
  • 46% relataram tensão psicológica associada ao futebol; a FIFPRO defende apoio psicológico obrigatório e normas mínimas para remuneração, instalações e assistência médica.

Números

  • 78% das entrevistadas têm contrato de trabalho, com duração média de um ano e seis meses.
  • O salário mensal médio indicado é de 5 547 euros nos Estados Unidos e 3 425 euros na Europa Ocidental.
  • 39% apontaram a falta de medidas de conciliação entre trabalho e família como motivo para ponderar uma saída antecipada.

Contexto

  • A FIFPRO também defende proteção na gravidez e na licença parental. Segundo o estudo, a proporção de jogadoras que ponderam abandonar a modalidade para serem mães desceu de 47% para 19% desde 2017.
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