Série A avalia seis propostas para turbinar direitos internacionais, com JP Morgan a aconselhar

Liga italiana quer duplicar receitas externas de direitos televisivos de €250M para €500M por época; fundos estudam entrada numa nova sociedade de media.

16 set 2026 • há 1 hora • Leitura original: Calcio e Finanza
Série A avalia seis propostas para turbinar direitos internacionais, com JP Morgan a aconselhar — Calcio e Finanza

O que aconteceu

A Liga Série A reuniu hoje, em Milão, os 20 clubes para uma sessão informativa sobre a valorização dos direitos televisivos internacionais. A JP Morgan, enquanto consultora, apresentou por videoconferência um enquadramento inicial e as vias possíveis. Estão em análise cinco a seis propostas de fundos para adquirir uma participação numa sociedade a constituir para gerir os direitos fora de Itália. Meta declarada: elevar as receitas anuais de cerca de €250 milhões para €500 milhões. Decisões detalhadas serão trabalhadas nas próximas semanas, com nova assembleia dedicada posteriormente.

Por Que Importa

  • Duplicar receitas externas para €500M/época reforçaria o orçamento dos clubes e a competitividade europeia da Série A.
  • A possível entrada de fundos numa nova sociedade de media pode trazer capex e know-how comercial, mas implica cedência de parte das receitas futuras.
  • A diversidade de modelos propostos (não detalhados) sugere diferentes equilíbrios entre adiantamentos, governance e partilha de risco, com impacto na liquidez imediata dos clubes.
  • A aprovação exige maioria qualificada (14/20), reduzindo bloqueios e acelerando a execução, mas podendo acentuar clivagens entre clubes com interesses distintos.

Contexto

  • Os direitos internacionais da Série A geram atualmente cerca de €250M/ano, valor abaixo de competidores como a Premier League e LaLiga, pressionando a Série A a encontrar novos canais de distribuição e melhor segmentação geográfica.
  • O mercado global migra de contratos lineares para plataformas de transmissão online (streaming), exigindo pacotes flexíveis e dados de audiência mais robustos para sustentar o preço.

E agora?

  • Até ao final do ano, a liga e a JP Morgan deverão afinar termos: percentagens a vender, duração, garantias mínimas e métricas de desempenho (não confirmado).
  • Próxima assembleia decidirá o modelo a apresentar aos clubes; se aprovado, iniciar-se-á a constituição da sociedade e o processo contratual com os fundos.

Prefere o site? Subscreva diretamente na Substack.

Sem spam. Pode cancelar quando quiser. Ao subscrever aceita os Termos de Utilização da Substack, a Política de Privacidade e o Aviso de recolha de informação.