Série A avalia seis propostas para turbinar direitos internacionais, com JP Morgan a aconselhar
Liga italiana quer duplicar receitas externas de direitos televisivos de €250M para €500M por época; fundos estudam entrada numa nova sociedade de media.
O que aconteceu
A Liga Série A reuniu hoje, em Milão, os 20 clubes para uma sessão informativa sobre a valorização dos direitos televisivos internacionais. A JP Morgan, enquanto consultora, apresentou por videoconferência um enquadramento inicial e as vias possíveis. Estão em análise cinco a seis propostas de fundos para adquirir uma participação numa sociedade a constituir para gerir os direitos fora de Itália. Meta declarada: elevar as receitas anuais de cerca de €250 milhões para €500 milhões. Decisões detalhadas serão trabalhadas nas próximas semanas, com nova assembleia dedicada posteriormente.
Por Que Importa
- Duplicar receitas externas para €500M/época reforçaria o orçamento dos clubes e a competitividade europeia da Série A.
- A possível entrada de fundos numa nova sociedade de media pode trazer capex e know-how comercial, mas implica cedência de parte das receitas futuras.
- A diversidade de modelos propostos (não detalhados) sugere diferentes equilíbrios entre adiantamentos, governance e partilha de risco, com impacto na liquidez imediata dos clubes.
- A aprovação exige maioria qualificada (14/20), reduzindo bloqueios e acelerando a execução, mas podendo acentuar clivagens entre clubes com interesses distintos.
Contexto
- Os direitos internacionais da Série A geram atualmente cerca de €250M/ano, valor abaixo de competidores como a Premier League e LaLiga, pressionando a Série A a encontrar novos canais de distribuição e melhor segmentação geográfica.
- O mercado global migra de contratos lineares para plataformas de transmissão online (streaming), exigindo pacotes flexíveis e dados de audiência mais robustos para sustentar o preço.
E agora?
- Até ao final do ano, a liga e a JP Morgan deverão afinar termos: percentagens a vender, duração, garantias mínimas e métricas de desempenho (não confirmado).
- Próxima assembleia decidirá o modelo a apresentar aos clubes; se aprovado, iniciar-se-á a constituição da sociedade e o processo contratual com os fundos.