Tifo feminino ganha peso na Serie A: Nápoles e Roma já têm maioria de adeptas

Estudo da StageUp/Ipsos Doxa aponta que 45% dos fãs da Serie A são mulheres; Nápoles (52%) e Roma (54%) lideram viragem demográfica com impacto comercial crescente.

1 set 2026 • há 9 horas • Leitura original: Calcio e Finanza / Luca Cosentini
Tifo feminino ganha peso na Serie A: Nápoles e Roma já têm maioria de adeptas — Calcio e Finanza / Luca Cosentini

O que aconteceu

Um estudo “Sponsor Value”, da StageUp em colaboração com a Ipsos Doxa, indica uma mudança estrutural no público da Serie A italiana: 45% dos fãs do campeonato são mulheres (55% homens), +4 pontos face a 2019/20. Pela primeira vez em 26 anos de medições, dois grandes clubes têm maioria feminina nas suas bases de adeptos: Nápoles (52% mulheres) e Roma (54%). Juventus (46% mulheres), Milan (44%) e Inter (37%) mantêm predominância masculina. A faixa etária 25–44 anos concentra a maior proporção feminina (48%).

Por Que Importa

  • Bases de adeptos mais equilibradas ampliam receitas comerciais: maior atratividade para marcas de grande consumo, retalho e serviços dirigidos a famílias e mulheres.
  • Potencial para aumentar patrocínios com propostas de baixa exposição reputacional e ativações inclusivas em estádio e digital.
  • Efeito direto em bilhética e matchday: serviços e experiências orientadas para públicos diversificados tendem a elevar frequência e gasto médio por visita.
  • No médio prazo, reforça o valor de direitos de transmissão e das plataformas de transmissão online (streaming) ao alargar audiências e perfis demográficos.

Contexto

  • O interesse feminino pela Serie A atinge 43%; quando se trata de tifo por um clube, a quota sobe para 45%, impulsionada por proximidade emocional e sentido de comunidade/território.
  • A prática do futebol feminino acelera em Itália: 46 mil jogadoras federadas (FIGC), +91% em nove anos; 140 mil praticantes amadoras, +43%. As assistências presenciais na Serie A feminina triplicaram desde 2022.

Números

  • Nápoles: 52% adeptas; Roma: 54%.
  • Juventus: 46%; Milan: 44%; Inter: 37%.
  • 25–44 anos: 48% do total feminino.
  • O desporto feminino de elite deverá gerar $3 mil milhões em 2026, +340% vs. 2022; o futebol representa 35% desse valor (estimativa citada por StageUp).

E agora?

  • Clubes podem rever segmentação de produto (merchandising, conteúdos, bilhética) e preços para capturar maior retorno do investimento (ROI) neste público.
  • Marcas com foco em família e lifestyle encontram inventário mais eficaz em clubes com maioria feminina; oportunidades nas costas da camisola, hospitalidade e ações no território.
  • Medir impacto com custo por mil (CPM) por género/idade e conversões em e-commerce para otimizar planos de transmissão e social media.

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