Mais de 60 milhões de adeptos nos estádios: onde ainda há margem para crescer na Europa

Bundesliga e Premier League esgotam quase todo o inventário; LaLiga, Ligue 1 e Serie A têm espaço para otimizar ocupação e receita por lugar.

31 ago 2026 • há 18 horas • Leitura original: Palco23 / Mar Sierra
Mais de 60 milhões de adeptos nos estádios: onde ainda há margem para crescer na Europa — Palco23 / Mar Sierra

O que aconteceu

Mais de 60 milhões de adeptos assistiram, em 2025-2026, a jogos das cinco maiores ligas europeias, segundo a Football Benchmark. A assistência média subiu para 34.402 por jogo (+2,4% face à época anterior). A Bundesliga retomou a liderança com 42.308 por jogo (+9,4%), ligeiramente acima da Premier League (41.636). Ambas operam quase em lotação plena: 97,4% na Alemanha e 97,1% em Inglaterra. Já LaLiga (81,4% de ocupação), Ligue 1 (média 27.396; +15,7% no período) e Serie A (29.892; -3,1% na última época) mantêm maior margem de crescimento via melhor aproveitamento de capacidade.

Por Que Importa

  • Receita de bilhética e hospitalidade depende de dois vetores: capacidade instalada e taxa de ocupação; Alemanha e Inglaterra já esgotam quase todo o inventário, limitando crescimento orgânico sem novas obras.
  • Infraestrutura movimenta receitas: a mudança do Everton para o novo Hill Dickinson Stadium elevou a média de 39.173 para 52.132 (+~13.000/jogo), criando cerca de 240.000 bilhetes adicionais/época — prova de procura latente desbloqueada por mais lugares.
  • Em mercados com ocupação mais baixa (LaLiga, Ligue 1, Serie A), o foco estratégico passa por otimização comercial: yield management, categorias de preço, experiência premium e controlo de não comparência, antes de ampliar estádios.
  • Projetos de remodelação afetam o curto prazo, mas reforçam o valor a longo prazo (mais afeto, premium e exploração comercial), como se observa no Santiago Bernabéu pós-obras; o FC Barcelona ainda enfrenta restrições temporárias fora do Spotify Camp Nou.

Contexto

  • O salto na Bundesliga foi impulsionado pelas subidas do Hamburger SV (média 56.947) e 1. FC Köln (49.918), substituindo Holstein Kiel e VfL Bochum; clubes com grande base social maximizam ocupação mesmo após mudanças de divisão.
  • Na Premier League, apesar de mais 1.200 adeptos por jogo em média, a ocupação caiu de 97,6% para 97,1%, sinal de que o crescimento vem sobretudo de novos lugares e não de taxas de enchimento.

E agora?

  • Bundesliga/Premier: priorizar expansões ou novos estádios e inventário premium de maior valor por lugar.
  • LaLiga/Ligue 1/Serie A: acelerar modernização do produto de estádio e gestão de preços/assentos para fechar o gap de ocupação antes de investir em mais capacidade.
  • Monitorizar o impacto de obras estruturais em grandes arenas espanholas: pressão de curto prazo nas assistências, mas potencial de retorno do investimento (ROI) superior via hospitalidade e eventos não desportivos.

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