Premier League leva a votos “New Deal” de £1,5 mil milhões com a EFL

Plano decenal redistribui receitas para Championship, League One e League Two, sobe o “levy” de transferências e reduz o paracadute, sob o escrutínio do regulador independente.

27 jul 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Premier League leva a votos “New Deal” de £1,5 mil milhões com a EFL — Calcio e Finanza

O que aconteceu

A Premier League deverá votar já na próxima semana uma nova versão do “New Deal”, um acordo de 10 anos avaliado em cerca de £1,5 mil milhões (≈€1,7 mil milhões) para estabilizar a redistribuição de receitas para a English Football League (EFL: Championship, League One e League Two). O pacote, negociado há mais de três anos, inclui subida do contributo sobre transferências e regras para aplicação dos fundos. A aprovação exige 14 dos 20 clubes da Premier League antes de seguir para a EFL e para validação junto do Independent Football Regulator (IFR).

Por Que Importa

  • Reequilibra fluxos financeiros entre divisões, mitigando o “salto” de receitas televisivas entre Premier League e Championship.
  • Introduz levy de transferências de 6% (antes 4%), canalizando mais dinheiro dos grandes negócios para as ligas inferiores.
  • Prevê pagamentos anuais crescentes até cerca de £160M/ano, oferecendo previsibilidade orçamental à EFL (valores e calendário ainda em negociação).
  • Responde à pressão regulatória: um acordo voluntário pode evitar uma imposição direta do IFR sobre redistribuição e paracadute.

Números

  • Valor total: ~£1,5 mil milhões em 10 anos (≈€1,7 mil milhões).
  • Levy em transferências: 6%; num negócio de £117M, a contribuição sobe de £4,68M para £7,02M.
  • Trajetória de pagamentos: <£100M no 1.º ano; >£130M no 2.º; ~£160M a partir do 3.º.
  • Pelo menos 20% dos fundos recebidos pela EFL afetos a infraestruturas (estádios, centros de treino, operações).

Contexto

  • O modelo prevê reduzir gradualmente o paracadute pago a clubes despromovidos, apontado como fonte de distorções competitivas no Championship.
  • A distribuição intra-Premier poderá seguir um rácio de 1,7:1 a 1,8:1 alinhado com certos critérios de receitas televisivas, tornando os clubes de maior faturação os principais contribuintes.
  • A Premier League prepara também o rácio de custos de plantel (limite de 85% dos proveitos do futebol), e o New Deal pode induzir a convergência da Championship para regra semelhante.

Entre Linhas

  • A EFL considera alguns termos “insuficientes” (detalhes não divulgados), pelo que montantes e condições permanecem negociáveis (não confirmado).
  • Criação de fundo de emergência de £20M para clubes da EFL em administração controlada reforça o foco em sustentabilidade e baixa exposição reputacional.

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