Netflix, Disney e YouTube preparam investida pelos direitos do Mundial nos EUA — pacote pode ascender a $2 mil milhões

FIFA estuda vender, num único pacote, direitos em inglês e espanhol para 2030 e 2034, atraindo gigantes de tecnologia e media e elevando a fasquia de preços.

8 jul 2026 • 08:58 • Leitura original: CNBC (Alex Sherman)
Netflix, Disney e YouTube preparam investida pelos direitos do Mundial nos EUA — pacote pode ascender a $2 mil milhões — CNBC (Alex Sherman)

O que aconteceu

A FIFA vai abrir, nos próximos três meses, conversações para vender os direitos de transmissão nos Estados Unidos dos Mundiais masculinos de 2030 (Espanha/Portugal/Marrocos) e 2034 (Arábia Saudita). Segundo várias fontes, Netflix, Disney e YouTube (Alphabet) ponderam disputar os direitos hoje detidos pela Fox (inglês) e Telemundo/NBCUniversal (espanhol). A FIFA sinalizou que poderá agrupar inglês e espanhol num único pacote, com projeções de $1,5–$2 mil milhões por edição.

Por Que Importa

  • Um único pacote (inglês+espanhol) tende a inflacionar o preço e reduzir conflitos entre operadores, maximizando a receita da FIFA.
  • A corrida envolve players de plataformas de transmissão online (primeira menção de “streaming”), com Netflix, YouTube e Apple/Amazon a verem o Mundial como motor de audiência, subscrições e publicidade.
  • A Fox pagou $485M (inglês) e a Telemundo ~$600M (espanhol) para 2026; a nova estratégia pode levar o total para $1,5–$2B por torneio, um salto significativo face a 2011–2015.
  • Mesmo com fusos horários menos favoráveis (Europa/África do Norte em 2030; Arábia Saudita em 2034), as audiências recorde de 2026 nos EUA suportam a escalada de preço e valorizam inventário publicitário.

Contexto

  • Em 2026 (EUA/México/Canadá), a combinação de audiências em inglês e espanhol atingiu patamares comparáveis a jogos dos playoffs da NFL. Estimativas apontaram 47,9M de média no EUA–Bélgica (não confirmado por Nielsen à data).
  • A FIFA já testou a proximidade com a Netflix ao atribuir a esta os direitos dos Mundiais femininos de 2027 e 2031.
  • A NBCUniversal poderá ficar fora se o pacote for conjunto, dado o peso dos seus compromissos com NFL e NBA e o processo de spin-off anunciado pela Comcast (não confirmado o impacto).

Entre Linhas

  • Vender num só pacote pode eliminar a “dupla contagem” de audiências e disputas de posicionamento entre operadores rivais (caso Peacock/Telemundo vs Fox em 2026).
  • Para a FIFA, uma oferta que combine televisão em aberto/cabo + plataforma online (Disney via ESPN/ABC+Disney+, ou YouTube/Netflix com parcerias de emissão) pode ser mais atrativa que propostas exclusivamente digitais.

Números

  • Fox (inglês) 2026: $485M. Telemundo (espanhol) 2026: ~$600M.
  • Projeção para 2030/2034 (EUA, pacote conjunto): $1,5–$2B por torneio.
  • Picos de 2026: 26M no EUA–Bósnia (inglês, recorde histórico) + 9,8M (espanhol/Peacock); 11M para Portugal–Croácia (não EUA), recorde para jogo sem a seleção norte‑americana.

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