Xiaohongsu vai transmitir gratuitamente o Mundial 2026 na China

FIFA e China Media Group fecham parceria com a plataforma “RedNote” para emitir todos os jogos no país; estimativa do mercado aponta para cerca de $60M, muito abaixo do pedido inicial (não confirmado).

3 jun 2026 • há 10 horas • Leitura original: Rod Toledo / 2Playbook
Xiaohongsu vai transmitir gratuitamente o Mundial 2026 na China — Rod Toledo / 2Playbook

O que aconteceu

A FIFA e o operador público China Media Group (CMG) acordaram com a Xiaohongsu (conhecida internacionalmente como RedNote) a transmissão gratuita, em direto, de todos os jogos da Copa do Mundo da FIFA 2026, que arranca a 11 de junho na América do Norte. Não há valores oficiais; fontes de mercado apontam para cerca de $60 milhões (~€51,5 milhões), face a um alegado pedido inicial da FIFA entre $250 milhões e $300 milhões (não confirmado).

Por Que Importa

  • Reforça a estratégia da FIFA de distribuição em novas plataformas digitais, alargando audiência e inventário publicitário fora da televisão tradicional.
  • A oferta gratuita pode maximizar a escala num mercado com mais de 1.400 milhões de habitantes, potenciando patrocínios, dados de utilizador e vendas cruzadas.
  • Se o valor final rondar $60M, sinaliza pressão em preços para direitos digitais em mercados sensíveis a acessibilidade e regulação.
  • Resolve um vazio crítico: até ao acordo, China e Índia não tinham operador confirmado para o Mundial, mitigando risco de perda de audiência e de receitas associadas.

Contexto

  • A Xiaohongsu, fundada em 2013, afirma ter +400 milhões de utilizadores ativos mensais e funcionalidades de envolvimento, como previsões pré-jogo e comunidades de adeptos, procurando elevar o tempo de visualização e o retorno do investimento (ROI) para marcas.
  • Em 2025, a FIFA fechou com o streamer brasileiro Casimiro Miguel e o seu canal CazéTV no YouTube a emissão dos 104 jogos do Mundial 2026, extensão de uma colaboração iniciada em 2023 (Mundial feminino e Mundial de Clubes).

Entre Linhas

  • A ausência de divulgação oficial de preço sugere negociação flexível entre alcance massivo e monetização direta de direitos.
  • O modelo gratuito desloca a rentabilização para publicidade, patrocínios e dados, reduzindo barreiras de acesso mas aumentando a dependência de formatos comerciais dentro da plataforma.

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