Fifa sem acordos de transmissão na Índia e na China para o Mundial 2026, alvo inicial de €85 M na Índia

A cinco semanas do pontapé de saída, a ausência de contratos nos dois maiores mercados populacionais ameaça audiências e receitas; proposta indiana ronda €17 M, muito abaixo do pedido inicial.

6 mai 2026 • há 2 horas • Leitura original: SportsPro / Steve McCaskill
Fifa sem acordos de transmissão na Índia e na China para o Mundial 2026, alvo inicial de €85 M na Índia — SportsPro / Steve McCaskill

O que aconteceu

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) ainda não fechou acordos de transmissão para o Mundial 2026 na Índia e na China, a cerca de cinco semanas do arranque. Segundo a Reuters, na Índia a Jio Hotstar ofereceu cerca de €17 M (US$20 M), longe do valor inicialmente pretendido pela Fifa, €85 M (US$100 M). Na China, a estatal CCTV, parceira habitual, ainda não assinou (motivo não confirmado).

Por Que Importa

  • Falta de contratos nos dois países mais populosos pode reduzir audiências oficiais e impactar pricing de direitos futuros e patrocínios globais.
  • Sem promoção prévia dos operadores locais, a descoberta e a afinidade de audiência podem cair, mesmo que os acordos sejam fechados em cima da hora.
  • A alternativa Fifa+ (plataforma de transmissão online direta ao consumidor) sacrificaria o alcance e promoção locais e pode estimular a pirataria, corroendo valor a longo prazo.
  • O desfasamento horário com a América do Norte/Sul e a baixa penetração de TV paga na Índia dificultam o retorno do investimento (ROI) para os detentores de direitos, pressionando os preços.

Contexto

  • No Mundial 2022, a Fifa reportou alcance de conteúdos lineares, digitais e sociais de 1,16 mil milhões na China e 746 milhões na Índia; a China representou mais de metade da audiência em plataformas digitais/sociais.
  • Na Índia, a consolidação entre ativos da Reliance e da Disney criou a Jio Hotstar, reduzindo a concorrência na negociação. O mercado continua dominado pelo críquete.
  • A Fifa tem histórico recente de negociar até ao limite: direitos do Mundial Feminino 2023 em mercados europeus e acordos do Mundial de Clubes e da Women’s Champions Cup foram concluídos em cima do prazo.

E agora?

  • Se persistirem os impasses, a Fifa poderá recorrer ao Fifa+ para cobertura, mas com menor tração comercial e risco acrescido de quebras de exclusividade e pirataria.
  • Atrasos adicionais podem desvalorizar inventário publicitário dos parceiros locais e prejudicar metas de patrocinadores que dependem de escala na China e na Índia.

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