UEFA fecha porta a exceções nas regras de multi‑clube no feminino e pressiona investimento de Michele Kang

Órgão europeu reforça que a integridade competitiva aplica-se por igual; proprietários com várias equipas podem ter de vender ou recorrer a ‘blind trust’ se clubes se cruzarem nas provas europeias.

21 mai 2026 • há 7 horas • Leitura original: City A.M. / Frank Dalleres
UEFA fecha porta a exceções nas regras de multi‑clube no feminino e pressiona investimento de Michele Kang — City A.M. / Frank Dalleres

O que aconteceu

A UEFA avisou que não haverá exceções às regras de propriedade multi‑clube no futebol feminino. A posição, reiterada por Nadine Kessler, responsável pelo futebol feminino na UEFA, surge na antecâmara da final da Liga dos Campeões Feminina em Oslo, e poderá obrigar a empresária norte‑americana Michele Kang a vender ou colocar num ‘blind trust’ (fideicomisso cego) o controlo do OL Lyonnais Féminin ou das London City Lionesses caso ambos se qualifiquem para competições europeias.

Por Que Importa

  • Regras uniformes reduzem risco de conflitos de interesse e protegem a integridade competitiva, com impacto direto em elegibilidade e receitas de prémios UEFA, bilhética e direitos de transmissão.
  • Investidores multi‑clube no feminino — atraídos por avaliações mais baixas e eficiências operacionais — enfrentam agora necessidade de desinvestimentos ou estruturas de governação como ‘blind trusts’, com custos legais e potenciais perdas de valor.
  • Precedentes no masculino (caso Crystal Palace/Lyon) mostram que reclassificações de competição podem ocorrer, afetando orçamentos, patrocínios e planeamento desportivo.
  • Maior escrutínio pode reconfigurar estratégias de grupos multi‑clube (ex.: Mercury 13, Crux Sports), alterando o fluxo de investimento no segmento feminino.

Contexto

  • OL Lyonnais Féminin é oito vezes campeão europeu e presença habitual na prova; London City Lionesses concluíram a época de estreia na primeira divisão inglesa no 6.º lugar, com ambição de qualificação europeia.
  • No masculino, o Crystal Palace foi movido da Liga Europa para a Liga Conferência devido a conflitos ligados à antiga participação de John Textor no Lyon.
  • O crescimento do feminino tem incentivado redes multi‑clube para partilha de scouting, métodos de treino e controlo de custos, mas a UEFA destaca que até a perceção de quebra de integridade é problemática.

E agora?

  • Proprietários com ativos múltiplos no feminino devem avaliar estruturas de controlo, governança e alienações antecipadas para assegurar elegibilidade europeia.
  • Clubes sob redes multi‑clube devem preparar planos de contingência (jurídicos e financeiros) para cenários de qualificação simultânea — incluindo impacto em patrocínios condicionais e cláusulas de desempenho (não confirmado).

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