Flamengo dispara: patrocínios no equipamento valem €80,8 M; Corinthians e Palmeiras seguem atrás

Levantamento mostra top 3 isolado no Brasil em 2026, com casas de apostas e materiais desportivos a puxarem a valorização. Restante Série A enfrenta retração de investimento.

8 mai 2026 • há 3 horas • Leitura original: Máquina do Esporte
Flamengo dispara: patrocínios no equipamento valem €80,8 M; Corinthians e Palmeiras seguem atrás — Máquina do Esporte

O que aconteceu

Levantamento da Máquina do Esporte indica que, em 2026, o Flamengo lidera a valorização comercial do uniforme no Brasil com €80,8 M (R$ 467,6 M), seguido por Corinthians com €47,8 M (R$ 276,7 M) e Palmeiras com €37,3 M (R$ 216 M). O trio ampliou a distância para os demais clubes da Série A, num contexto de retração de investimento das casas de apostas em patrocínios.

Por Que Importa

  • Receita recorrente e diversificada: o Flamengo soma 11 marcas, com Betano a representar 57% do pacote; Corinthians e Palmeiras também reforçaram acordos âncora, estabilizando cash-flow comercial.
  • Efeito referência: o valor do máster do Flamengo elevou o teto do mercado; o Corinthians reajustou a Esportes da Sorte para €25,9 M/época (R$ 150 M), comprimindo margem para concorrentes diretos.
  • Materiais desportivos como pilar: Nike rende ao Corinthians €15,4 M (R$ 89 M), superando o acordo Adidas–Flamengo (valor não divulgado); Puma paga ao Palmeiras €8,6 M (R$ 50 M).
  • Mercado bifurcado: fora do top 3, clubes enfrentam hiatos no patrocínio principal após refluxo das apostas, pressionando orçamentos e activação.

Números

  • Flamengo: Betano (57% do total); Ademicon na frente inferior por €2,4 M (R$ 14 M); Shopee nas mangas por €2,1 M (R$ 12 M); Nação BRB Fla na clavícula por €7,4 M/ano (R$ 42,6 M); GAC Motors no calção por €2,2 M (R$ 12,5 M).
  • Corinthians: pacote total €47,8 M (R$ 276,7 M); Esportes da Sorte a €25,9 M/ano (R$ 150 M); Nike a €15,4 M (R$ 89 M); outros parceiros entre €0,7 M–€1,7 M (R$ 4,1–9,6 M).
  • Palmeiras: Sportingbet a €17,3 M (R$ 100 M) com bónus potenciais de €12,6 M (R$ 73 M); Puma €8,6 M (R$ 50 M); Cimed clavícula €3,5 M (R$ 20 M); Leapmotor costas superior €3,5 M (R$ 20 M); Sil Fios e Cabos mangas €1,9 M (R$ 11 M); MotoChefe calção traseiro esq. €0,5 M (R$ 3 M); D’Italia Panelas calção traseiro dir. €0,7 M (R$ 4 M); Embracon no escudeto por €1,0 M (R$ 6 M) com metas até €2,6 M (R$ 15 M) (aguarda rescisão da Ademicon).

Contexto

  • São Paulo, Fluminense e Atlético-MG formam o bloco seguinte, sustentados por máster de apostas; Vasco, Grêmio, Internacional, Athletico e Coritiba estão sem máster após a retração das “bets”.
  • O Bahia fechou com a Esportiva Bet por três meses (valores não divulgados), abaixo do antigo acordo com a Viva Sorte Bet (rescindido em janeiro).

E agora?

  • A tendência é de mais segmentação de propriedades (ex.: clavícula, costas superior, calção) para maximizar retorno do investimento (ROI) e mitigar risco de dependência do máster.
  • Pressão regulatória e volatilidade das apostas devem manter o mercado seletivo; clubes fora do top 3 precisam provar entrega de audiência e activação para reprecificar espaços no equipamento.

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